Muitos foram os golpes na mobilidade do transporte de cargas este ano, principalmente na região Metropolitana de São Paulo
O ano de 2008 fecha com um balanço positivo para o setor de transportes, mas, de acordo com o presidente da CNT, Clésio Andrade, só por causa da competência e da criatividade dos empresários brasileiros.
Em outras áreas, o ano não foi tão bom assim. Em conversa com o coordenador da Comissão de Abastecimento e Distribuição (CAD) do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), Antonio Archilha, que é diretor da Argius Transportes, pude entender por que os transportadores fecham 2008 com um gosto amargo na boca.
Archilha, que atua há muitos anos no setor, lembra que o ano de 2008 foi marcado por uma série de derrotas para os transportadores, principalmente rodoviários, que atuam na região Metropolitana de São Paulo. Ele elenca os motivos:
- Aumento da área de restrição aos caminhões na Capital paulista, de 24 para 100 quilômetros quadrados
- Inclusão dos caminhões no regime de rodízio nas Marginais Tietê e Pinheiros
- Restrições aos VUCs na cidade
- Privatização e conseqüente cobrança de pedágio em rodovias federais, como a Fernão Dias e a Régis Bittencourt
- Cobrança de pedágio no Trecho Oeste do Rodoanel
- Extensão do pedágio para todas as pistas da Castello Branco na região de Barueri e Osasco, em SP.
Do ponto de vista da mobilidade urbana, nenhuma destas medidas surtiu um efeito a olhos vistos na melhoria do trânsito, mas causaram grandes dificuldades entraves para as transportadoras.
Como se não bastasse a falta de infra-estrutura para o transporte no Brasil, lembrada e frisada pelo presidente da CNT, Clésio Andrade, em entrevista ao Portal Transporta Brasil, os transportadores ainda têm que conviver com a falta de incentivos, a pesada carga tributária e a burocracia em diversas esferas de sua atuação.
Boa leitura!
Leonardo Helou Doca de Andrade
Editor-Chefe
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