OHL espera cobrar pedágios nas federais até o fim do ano

As obras das praças já começaram e, segundo a OHL Brasil, empresa que administra cinco das sete rodovias concedidas, o atraso ocorreu pela falta de autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)

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A cobrança de pedágio nas estradas federais leiloadas ano passado poderá ser iniciada no final deste ano. As obras das praças já começaram e, segundo a OHL Brasil, empresa que administra cinco das sete rodovias concedidas, o atraso ocorreu pela falta de autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para desapropriação das áreas definidas para a construção dos pedágios.

A empresa informou, ainda, que duas praças estão aguardando a liberação das licenças ambientais. Na Fernão Dias, rodovia que liga São Paulo a Belo Horizonte, pelo projeto serão oito praças e estão em construção cinco – a praça localizada no quilômetro 65, em Mairiporã (SP) aguarda licença ambiental para o início da construção. Outras duas praças, nas cidades de Itatiauçu e Carmópolis de Minas, em Minas Gerais, passam por reformas, já que foram construídas na época da duplicação da rodovia, entre os anos de 1993 e 2003.

Já na rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo a Curitiba, dos seis pedágios programados no projeto, o localizado na cidade de Barra do Turvo (SP) ainda não teve a construção iniciada por falta de licenciamento ambiental. Para o início da cobrança, os valores estipulados no leilão serão reajustados com a aplicação de uma correção de acordo com a variação do IPCA de junho de 2007 até um mês antes do início da cobrança. Na Fernão Dias, foi definido durante a concessão uma tarifa de R$ 0,997 por eixo, já da Régis Bittencourt, a proposta foi de R$ 1,364.

Segundo a OHL, nos primeiros seis meses de concessão, a contar da data da assinatura do contrato, no dia 14 de fevereiro, foram realizadas obras para tornar as rodovias em boas condições de uso. Já em agosto, a concessionária iniciou os projetos de ampliação das estradas. No total, serão duplicados 271 quilômetros de rodovias nas cinco estradas administradas pela OHL.

Além disso, serão implantadas 159 passarelas, bases de serviços operacionais (BSOs), bases de pesagem móveis, estações meteorológicas, pares de call box a cada 1 km, câmeras de monitoramento e unidades de monitoramento eletrônico de velocidade. A empresa também começou a trabalhar, a partir do sétimo mês, no projeto de sinalização definitiva, com novas indicações como as sinalizações de segurança em curvas perigosas.

Contrato de 25 anos

Ao todo serão 25 anos de contrato de concessão e a OHL deverá investir R$ 14,5 bilhões, sendo que R$ 4,2 bilhões serão aplicados nos primeiros cinco anos de concessão. A OHL Brasil constituiu cinco concessionárias (são sociedades de propósito específico) que serão as responsáveis diretas pelas atividades previstas nos contratos de concessões em cada uma das cinco rodovias. (Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 3)(Ana Paula Machado)

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