O que esperar de 2013?

Com o ano atípico que passou, 2012 ficou marcado pela estagnação do mercado de caminhões e por entraves para o transporte brasileiro. O que podemos esperar deste ano que se inicia?

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O ano de 2013 mal começou e sobre seus ombros já pesam algumas responsabilidades e algumas expectativas dos players do transporte e da logística do Brasil. Com o período de estagnação e retração do mercado de caminhões em 2012, todo o segmento ficou perplexo com os maus resultados, causados pela troca de tecnologia na motorização, para os novos Euro 5, e pela falta do combustível de baixo enxofre que deve acompanhar este pacote de mudanças.

As montadoras reclamaram e amargaram uma retração poucas vezes vista antes no mercado de veículos comerciais do Brasil, incluindo caminhões e ônibus, que fechou 2012, segundo a Fenabrave, com 160.097 unidades vendidas, resultado 18% menor que o de 2011.

Além do cenário nebuloso nos mercados automotivos, com a falta do diesel de baixo enxofre para abastecer a nova frota de motores a diesel Euro 5, o transporte brasileiro viveu momentos importantes, como a greve que paralisou parte das operações de transportes em julho e a entrada em vigor da Lei 12.619, a Lei do Motorista, que estabelece a obrigatoriedade do controle de jornada e do tempo de direção para todos os motoristas profissionais do País.

A nova lei, que trouxe polêmica e debates acalorados a respeito de sua aplicabilidade e da existência de estruturas e locais de parada para o descanso obrigatório dos motoristas, delineou a atuação das transportadoras rodoviárias em 2012, com seu preparo para o cumprimento das novas regras e a disseminação de suas práticas, que visam à redução dos acidentes com caminhões e ônibus nas estradas, devido às jornadas excessivas e cansaço ao volante.

No reboque destes dois assuntos destacados, o ano de 2013 se abre como um novo período para as rodovias nacionais, com caminhões menos poluentes e mais modernos, com motoristas mais conscientes e menos cansados, com um transporte de cargas novo.

O que se pode esperar de 2013? Tomara que sejam notícias boas.

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