Petrobras amplia aportes para US$ 174 bi até o ano de 2013

Na contramão das grandes empresas comercializadoras de commodities, a Petrobras elevou seu Plano de Negócios em 55,16%, em momento de retração de investimentos e redução de produção pelo mundo

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Após cinco adiamentos, finalmente a Petrobras divulgou seu Plano de Negócios para o período 2009-2013. A estatal revelou que serão investidos US$ 174,4 bilhões, mas com uma ressalva que o presidente da empresa José Sérgio Gabrielli fez questão de frisar, de que a empresa irá forçar esses valores para baixo.

“Não queremos manter os investimentos nesse valor, queremos custos menores e vamos utilizar nossa capacidade de grande comprador para trazer os valores para baixo”, afirmou o presidente da petrolífera, na noite de sexta-feira, após o anúncio do plano.

Na contramão das grandes empresas comercializadoras de commodities, a Petrobras elevou seu Plano de Negócios em 55,16%, em momento de retração de investimentos e redução de produção pelo mundo. O plano anterior previa investimentos de US$ 112,4 bilhões para os cinco anos terminados em 2012.

O plano foi aprovado, na tarde de sexta-feira, pelo Conselho de Administração, que se reuniu em Brasília. O planejamento foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dentro do montante anunciado, os valores projetados para novos projetos de exploração e produção somam US$ 47,9 bilhões até 2013, sendo US$ 28 bilhões na área do pré-sal. Todo o plano de exploração e produção soma US$ 92 bilhões no período. Para 2009, os investimentos previstos somam US$ 28,6 bilhões, sendo necessária a captação de US$ 18,1 bilhões.

De acordo com Gabrielli, já estão assegurados US$ 16,9 bilhões, sendo US$ 11,9 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e ainda outros US$ 5 bilhões de outros bancos. “Necessitamos apenas de US$ 3 bilhões para 2009. O plano apresenta viabilidade financeira no curto prazo, capacidade de realização no médio prazo e nos leva a ser uma das maiores empresas do setor no longo prazo”, afirmou Gabrielli.

O custo do capital a ser emprestado pelo BNDES será equivalente ao custo de mercado. Já o custo dos bancos privados será maior – fato que já foi criticado pelo mercado. Os US$ 5 bilhões serão recebidos de uma só vez, sob a forma de empréstimo-ponte, mais caro do que financiamentos tradicionais.

Para pagar os empréstimos-ponte e para completar o caixa do ano que vem, a Petrobras deverá realizar captações no mercado internacional. De acordo com o diretor de Finanças e de Relações com o Investidor, Almir Barbassa, a empresa poderá captar ainda no primeiro trimestre.

PDVSA

Dias depois de alertar que a Petrobras vai construir a refinaria de Pernambuco com ou sem a participação da venezuelana PDVSA, o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, assinou, na sexta-feira, a autorização para a segunda etapa da obra.

Com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos, Costa deu a largada para a construção da casa de força da Refinaria Abreu e Lima, um investimento de R$ 960 milhões e que vai gerar aproximadamente 150 megawatts para a unidade.

O diretor da Petrobras havia informado esta semana que a PDVSA não quer atrelar o preço do petróleo venezuelano que estava previsto para ser utilizado na refinaria ao preço do mercado internacional, como quer a Petrobras, criando um impasse nas negociações de preços.

O investimento previsto para a unidade gira em torno dos US$ 4 bilhões, de acordo com o levantamento realizado no ano de 2006. A Petrobras tem 60% do capital na refinaria e a ex-parceira PDVSA, os outros 40%.

Na noite de sábado, entrou em operação a primeira plataforma semissubmersível totalmente construída no Brasil, a P-51. A unidade está ancorada no bloco MLS-99, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. Sua capacidade máxima é de 180 mil barris por dia. O investimento total nessa unidade de produção foi de cerca de US$ 1 bilhão.

A construção ficou a cargo do consórcio Keepel Fells Technip (FSTP) e das empresas Nuovo Pignone (módulo de compressão de gás), Rolls Royce (módulo de geração de energia) e Nuclep (casco).

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