Investimentos no semi-árido nordestino demandam reforço em infra-estrutura de transporte

“A primeira medida é infra-estrutura já, de forma imediata e urgente. Estamos há mais de 2 mil quilômetros de São Paulo. Sem estrutura, é impensável atrair empresas”, ressaltou o presidente da Federação das Indústrias da Bahia, Vítor Ventin

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Em sua viagem a estados do Nordeste para debater um novo plano de desenvolvimento regional, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos , Roberto Mangabeira Unger, ouviu relatos que apontam a carência de infra-estrutura energética, de transporte e logística como os principais gargalos que dificultam  o progresso econômico e social.

“A primeira medida é infra-estrutura já, de forma imediata e urgente. Estamos há mais de 2 mil quilômetros de São Paulo. Sem estrutura, é impensável atrair empresas”, ressaltou  o presidente da Federação das Indústrias da Bahia, Vítor Ventin, em uma reunião de autoridades, empresários e lideranças da sociedade civil de Salvador com Unger . Segundo Ventin, a Bahia precisa de um novo porto e da chamada Ferrovia Leste-Oeste, cujas obras estão em estágio de estudo de impacto ambiental.

O ministro lembrou que dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) há grandes projetos energéticos e logísticos para o Nordeste.  “Há um consenso sobre a necessidade de renovar e ampliar a matriz energética do Nordeste. Sempre que possível aproveitar as energias renováveis, a hidroeletricidade, a eólica e a gerada através da biomassa”, assinalou. Para ele, o Brasil também  deve estar aberto a projetos de geração de energia nuclear.

No campo logístico, Mangabeira Unger defende o aprofundamento do paradigma multimodal,  ancorado por projetos ferroviários que interliguem o Nordeste às demais regiões. “O efeito transformador dessas obras pode ser potencializado por um grande projeto estruturante”, disse Unger.

O plano de desenvolvimento que o ministro pretende consolidar no Nordeste ainda será desdobrado em propostas concretas por um grupo executivo composto por representantes de diversos ministérios e órgãos federais .Nas visitas aos estados, eles colhem sugestões e buscam conhecer projetos bem-sucedidos, que aliam as perspectivas econômicas  e transformações sociais.

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