Governo barra vôo no Santos Dumont

Representantes do governo estadual e das associações de moradores alegaram que a autorização para novos vôos levaria ao aumento de ruídos e prejuízos ao turismo

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Mais uma vez, terminou sem consenso a audiência pública realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre a abertura do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, para mais vôos além da ponte aérea. O governo estadual e associações de moradores da região bateram o pé contra a proposta da Anac.

Representantes do governo estadual e das associações de moradores alegaram que a autorização para novos vôos levaria ao aumento de ruídos e prejuízos ao turismo.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, disse que a mudança prejudicará o Aeroporto Internacional Galeão/Antonio Carlos Jobim, que está em vias de ser vendido pelo governo, com a perda de 40% do vôos.

Já a Anac ressaltou que as restrições, impostas antes de sua criação, atrapalham a concorrência entre as empresas. “Não é uma restrição operacional ou técnica, é política e econômica”, afirmou um dos diretores, Marcelo Guaranys. Segundo a Anac, o Santos Dumont pode ter até 23 partidas ou decolagens por hora (slots), mas opera com cerca de 15.

As companhias aéreas divergem sobre possíveis mudanças no terminal. A TAM fala em mais custos, com a necessidade de se modificar toda a malha aérea, que já tinha sido alterada com a suspensão de vôos domésticos do terminal, feita pelo antigo Departamento de Aviação Civil (DAC), há cerca de quatro anos.

A estreante Azul é a favor da abertura. Acompanhado de cerca de 60 pessoas na audiência, o presidente da empresa, Pedro Janot, disse que a localização central do Santos Dumont favorece os passageiros.

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