E-commerce fatura R$ 8,2 bilhões em 2008

Comércio pela web apresenta crescimento de 30% em relação a 2007

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O ano de 2008 foi agitado para o comércio online. De acordo com a e-bit, empresa especializada no setor, a prévia do que foi o faturamento nominal do ano é de R$ 8,2 bilhões, valor 30% superior a 2007. Esse número torna-se ainda mais relevante se lembrarmos que neste ano que se passou, uma grave situação de crise financeira esteve iminente em nossa economia. Porém, no e-commerce, os efeitos não chegaram a contribuir com forte queda no balanço. É válido lembrar que os números finais de 2008 serão apresentados em breve pela e-bit na 19ª edição do relatório WebShoppers.

Para o diretor geral da e-bit e Vice Presidente de Estratégia da camara-e.net, Pedro Guasti, o consecutivo crescimento anual do setor deve-se à esperteza do consumidor online: “O e-consumidor está cada vez mais atento às possibilidades no canal web. É um meio que oferece múltiplos tipos de informação para os usuários, que acabam se sentindo mais seguros. Esse é um comportamento que vem mostrando evolução ano a ano, pois muitos já tiveram uma experiência de compra pela internet.”

Ainda segundo Guasti, a confiança que a internet vem recebendo de seus usuários é uma importante aliada à elevação dos números: “A confiança do consumidor nas transações online demonstra que o segmento tem cada vez mais credibilidade junto ao público, que procura sanar todo o tipo de dúvida antes de efetuar sua compra. Esse ano, por causa da crise, esse processo tornou-se ainda mais explícito.”

Para o diretor da e-bit, outro aspecto que favorece a evolução do setor é a gradativa profissionalização das lojas. “De uma forma geral, as lojas estão agindo de forma mais profissional e planejada, tanto no quesito de estoques de produtos, prazos de entregas de mercadorias, quanto na governança de maneira geral.”

Outro importante ponto a ser ressaltado é a entrada de grandes redes varejistas que, com elas, trouxeram novos públicos para o comércio eletrônico. “A fidelidade de alguns consumidores faz com que eles associem a marca da loja física a da loja virtual e, chegando ao portal esse consumidor irá se deparar com melhores preços e condições de pagamento, possibilitando a volta daquele consumidor naquela loja”, explica Guasti, que classifica esse fator como mais um dos motivos para o crescimento do canal em 2008.

O tíquete médio do setor fechou em R$ 328. Dentre todos os períodos do ano, o mais lucrativo foi, novamente, o Natal, que registrou vendas de R$ 1,25 bilhões com o tíquete médio em torno de R$ 346.

E se 2008 foi bom, a perspectiva do para 2009, apesar da crise, também será positiva. Principalmente se compararmos o crescimento do Brasil com o dos Estados Unidos. Enquanto aqui o crescimento foi de 30%, o comércio eletrônico norte-amerciano, segundo o eMarketer, cresceu apenas 7%, gerando um faturamento de U$ 136 bilhões. Mesmo com uma previsão menor se comparada aos anos anteriores, o comércio pela internet deve alcançar a marca inédita de dois dígitos de bilhão de faturamento, crescendo nominalmente entre 20% e 25% em relação a 2008, alcançando, pelo menos, R$ 10 bilhões.

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