Produtores nordestinos de cana pedem continuidade da subvenção ao etanol

Segundo eles, subvenção com novos patamares beneficiará 92% da produção nordestina composta por pequenos e médios produtores, que mantêm 90 mil postos de trabalho

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A União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) entregou esta semana ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, uma proposta para a continuidade em caráter emergencial do Programa de Subvenção para a Atividade Canavieira da região.

Segundo os representantes dos produtores, a medida beneficiará, principalmente, as pequenas e médias propriedades que participam da produção da cana no Nordeste. Nos últimos três anos, o governo federal já concedeu R$ 5 de subvenção por tonelada de cana. Na atual formalização, por meio de emenda, a subvenção é de R$ 10 por tonelada e limitada até 10 mil toneladas por produtor independente. Nos últimos meses, a cultura sofre com as perdas provocadas pela estiagem na região em torno de 30% a 60% da produção, segundo relatório apontado na reunião.

A área ocupada com a cana-de-açúcar pelos fornecedores do Nordeste é de aproximadamente 327 mil hectares, sendo o rendimento agrícola médio de 55 toneladas por hectare – o que corresponde a 18 milhões de toneladas de cana – destinadas à fabricação de açúcar, etanol e aguardente.  Mesmo com a cultura de cana-de-açúcar no Nordeste apresentando um dos menores custos de produção mundial, os fornecedores da região vêm convivendo com dificuldade na manutenção dos canaviais, com a pior seca dos últimos 40 anos, sobretudo, na Zona da Mata (faixa litorânea) nordestina.

O programa de subvenção em anos anteriores teve seu objetivo alcançado, permitindo maior produtividade.  A renovação da subvenção com os novos patamares beneficiará 92% da produção nordestina composta por pequenos e médios produtores, representando 90 mil postos de trabalho. Diferente do que ocorre no Sudoeste com atividade canavieira, representa 2% do PIB somente para São Paulo, em Pernambuco e Alagoas o peso do setor no PIB é de 10% e 20%, respectivamente.

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