Syngenta inaugura biofábrica de US$ 100 milhões em Itápolis (SP)

Unidade é destinada a produzir 3,6 milhões de pequenas mudas de cana-de-açúcar conhecidas como “Plene”. Programa Investe São Paulo viabilizou o investimento e auxiliou na adequação da infraestrutura local

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A Syngenta acaba de inaugurar, em Itápolis, interior paulista, a primeira unidade da sua biofábrica, destinada a produzir mudas de cana-de-açúcar imunizadas contra doenças e pragas, conhecidas como Plene.

A biofábrica da Syngenta ocupa 10 mil m², divididos entre o laboratório e as estufas. Instalada em uma área de 480 mil m², a nova unidade resulta de um investimento de US$ 100 milhões e vai gerar 200 empregos diretos na região, chegando a 1,1 mil diretos e indiretos no período da safra. As 36 máquinas em operação atualmente produzem 400 toletes de Plene por segundo, prontos para plantio.

A biofábrica adotou processos até então inéditos no agronegócio. A produção é automatizada, desde a limpeza da cana-de-açúcar até o corte dos toletes e a aplicação dos defensivos.

O programa do Governo estadual, Investe São Paulo articulou junto à Secretaria Estadual de Logística e Transportes e à Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a construção de um acesso rodoviário à nova unidade. “Ao contribuir para que as empresas consigam realizar seus investimentos no Estado com sucesso, realizando a articulação entre o setor privado e o setor público, o Investe SP colabora para o aumento da competitividade da economia paulista”, explica o gerente geral de Relações Institucionais e Internacionais da agência, Wilson Soares.

“A inauguração da biofábrica da Syngenta consolida o Estado de São Paulo como o maior polo sucroalcooleiro do País, responsável por 60% do setor, pelos principais institutos de pesquisa e também pela tecnologia de toda a cadeia”, afirma o presidente da Investe São Paulo, Luciano Almeida.

A tecnologia Plene foi desenvolvida no Brasil pela Syngenta para simplificar o processo de plantio ao oferecer mudas tratadas contra doenças e pragas. As mudas têm aproximadamente 5 centímetros de comprimento e representam uma evolução em relação ao sistema convencional, em que a cana é plantada com mudas de 40 a 50 centímetros. O plantio é feito por meio de máquinas menores e mais leves que as convencionais, o que promove uma menor compactação do solo.

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