Ano de 2012 representou queda de quase 16% na produção de implementos rodoviários

Ano de 2012 representou queda de quase 16% na produção de implementos rodoviários

Segmento industrial tem expectativa de um 2013 muito melhor, com crescimento pouco acima dos 6,5%, com ambiente econômico mais favorável e sinais de aquecimento

Ano começa bem para a indústria de implementos rodoviários
Plantão Covid-19 – episódio 20 – A visão dos fabricantes de implementos: presidente da ANFIR
Anfir quer mais equilíbrio na economia

A indústria de implementos rodoviários fechou o ano de 2012 com uma queda de quase 16% na produção, segundo a Anfir, associação que reúne os principais fabricantes. Ao todo, o mercado comprou um total de 160.414 implementos no ano passado, contra mais de 190 mil em 2011.

O segmento de leves, carroceria sobre chassis, foi o que apresentou a maior queda, com 17,9% menos unidades em relação ao resultado de 2011, totalizando 107.8 mil unidades. A Anfir considera que este mau desempenho se deveu às constantes alterações nas regras de financiamento e ao desempenho econômico abaixo do esperado.

“No início de 2012 a economia não respondia como o governo esperava e para dar apoio à indústria o Ministério da Fazenda baixou mais de um pacote de benefícios”, conta Alcides Braga, presidente da Anfir.

Perspectivas melhores para 2013

Para este ano, a Anfir espera que o cenário se inverta e que as vendas do setor atinjam um crescimento de 6,59%, chegando a 171 mil unidades, com cerca de 55 mil no segmento de pesados e 116 mil nos leves.

Para justificar a boa previsão, a Anfir cita a definição de regras claras para o Finame PSI, com taxas anuais de 3% até 30 de junho, e 4% para o restante do ano. “Quanto mais estável o programa de financiamento melhor para o planejamento de aquisição de implementos rodoviários”, diz o presidente da entidade.

Além disso, a associação aposta nas medidas governamentais de fomento ao crescimento, que vão beneficiar a construção civil e diversos outros setores da economia, como o transporte de cargas, com a desoneração da folha de pagamento.

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