BR garante que terá 1,5 mil postos com S50 até dezembro

BR garante que terá 1,5 mil postos com S50 até dezembro

Presidente da distribuidora diz que a companhia deverá investir em áreas em que não possui grande participação de mercado e estima crescimento de vendas de pelo menos 3,5%, porém esse indicador deverá aumentar com as medidas de incentivo do governo anunciadas esta semana

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O presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, afirmou que a empresa trabalha para encerrar o ano de 2012 com 1,5 mil postos adaptados para fornecer o diesel de menor teor de enxofre, o S50, que passou a ser comercializado o Brasil em janeiro por força da norma Euro 5/ Proconve 7. Se essa estimativa do executivo se confirmar, será um crescimento de 36% sobre o atual número de 1,1 mil postos que estão aptos a fornecer o combustível.

Essa afirmação do executivo da Petrobras é uma resposta ao temor do mercado de que o combustível poderia faltar no mercado nacional. Circulava o temor entre motoristas e empresas de que a falta do produto poderia ocorrer já que as vendas de caminhões com a tecnologia Euro 5 estaria derrapando no início do ano, o motivo, esta dúvida, o preço mais elevado do veículo e do combustível que, além disso, precisaria ainda do Arla 32 para funcionar corretamente.

“Nossa meta é encerrar 2012 com pelo menos 1,5 mil postos oferecendo o S50 em todo o País e em janeiro de 2013, como prevê a próxima etapa da legislação, substituiremos o S50 pelo diesel S10, com teor ainda menor de enxofre”, afirmou ele em São Paulo. O executivo disse que a falta do S50 seria remota e em casos isolados. No final do ano passado a empresa afirmou que tinha a determinação de colocar cerca de 800 postos com o combustível em distâncias que não ultrapassariam os 400 quilômetros em todos os estados brasileiros.

Para cumprir essa meta, a BR distribuidora tem um plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões. A alocação de equipamentos e abastecimento dos postos com o S50 e o S10 – esse no ano quem vem – deverá consumir cerca de R$ 400 milhões. Segundo o executivo, a rede de postos da bandeira BR no Brasil soma cerca de 7,5 mil pontos fato que leva a empresa a deter 39% de participação de mercado, “estamos bem confortáveis, pois nossa concorrente mais próxima está com 19% das vendas no Brasil”, disse ele.

O atendimento da demanda nacional está garantida pela Petrobras, afirmou ele, que lembrou ainda que as demais distribuidoras também estão trabalhando com o combustível. No caso da BR, haverá produção local e importação de parte do combustível. O executivo disse ainda que há preocupação sobre o tempo de armazenamento do S50 em função da necessidade de estocagem por apenas 30 a 60 dias, esse período depende das condições de limpeza e filtragem dos tanques. Apesar disso, minimizou o fato por acreditar que as vendas do Euro 5 deverão crescer a partir de abril, com a redução dos estoques do Euro 3.

Aparentemente a BR não está satisfeita com essa posição de liderança de mercado, apesar do tom de sossego de Lima. A empresa avalia a possibilidade de continuar em crescimento no Brasil por meio de aquisições em regiões onde a presença da companhia não é tão forte quanto a média que apresenta no Brasil. Questionado sobre quais redes ou em que regiões a empresa tem mais interesse ele desconversou e não revelou onde a companhia poderá estender suas ações para aumentar as vendas.

Este ano, Lima imagina um crescimento das vendas acima da estimativa do crescimento da economia brasileira. Ele explica que esse desempenho é comum no País em função do consumo baixo em áreas onde a população possuía menor poder aquisitivo. Hoje, lembra ele, com o aumento de renda e as pessoas consumindo mais, a necessidade de atendimento não é apenas por combustíveis para os carros das pessoas, mas para o atendimento de transportes de produtos porque a circulação de mercadorias em diversas regiões brasileiras aumentou.

Ele cita como exemplo o ano de 2010 quando o PIB (índice que serve para medir o desempenho da economia do País) cresceu 7,5% e a venda de combustíveis aumentou em 10%. Para esse ano, a expectativa não foi revelada, mas trabalham com a estimativa do governo que é de crescimento econômico de 3,5%, esse o patamar mínimo de alta na demanda por combustíveis em geral. Essa entrevista foi dada antes do anuncio do pacote de medidas do governo federal, ocorrido ontem, mas a estimativa de uma elasticidade ante o PIB é valida, ainda mais com a desoneração da cadeia produtiva, fato que ajuda a alavancar o consumo.

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