Sinergias da LATAM podem alcançar até US$ 700 milhões

Estimativa é 75% maior que a previsão inicial. A maior fatia tem como origem o crescimento das receitas resultantes da combinação das malhas de transporte de passageiros

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Enquanto a fusão entre duas das maiores empresas aéreas na América do Sul, a brasileira TAM e a chilena LAN, não decola, as companhias continuam a se preparar para o momento em que forem autorizadas a iniciar a operação em conjunto. Após as divulgações iniciais de troca de ações entre os acionistas e perspectivas de posição no mercado mundial, o grupo que trabalha sobre o assunto nas duas corporações informou um novo valor para as sinergias.  De acordo com as novas expectativas, deverão ficar entre 50% e 75% mais elevadas entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões, em quatro anos.

O valor estimado anteriormente estava em US$ 400 milhões por ano. A nova indicação está baseada no trabalho realizado pelas companhias com consultores da McKinsey & Company e da Bain & Company ao longo de dez semanas, por meio de revisões mais detalhadas e atualizações das expectativas de reduções combinadas de custos e das oportunidades para geração de receita que surgirão da combinação proposta. O trabalho inclui benefícios do compartilhamento de melhores práticas identificadas em certas áreas. Do total de sinergias antes de impostos esperadas, entre US$ 170 milhões e US$ 200 milhões devem ser alcançados no primeiro ano depois da finalização da transação.

Do total, o maior montante será originado do crescimento das receitas resultantes da combinação das malhas de transporte de passageiros de LAN e TAM e da adição de novos voos, que resultará entre US$ 225 milhões e US$ 260 milhões. Entre US$ 120 milhões e US$ 125 milhões deverão resultar do incremento de receitas que pode ser atribuído a novos serviços e ao compartilhamento de melhores práticas no negócio de cargas. Já a consolidação dos programas de passageiros frequentes de ambas as companhias e de melhores práticas por eles compartilhadas levarão a uma economia de US$ 15 milhões e US$ 25 milhões. Entre US$ 100 milhões e US$ 135 milhões deverão vir da redução de custos relacionada à coordenação de atividades de aeroportos e procurement, que deverão permitir ao LATAM Group alavancar economias de escopo e escala.

Já o restante, entre US$ 120 milhões e US$ 130 milhões deverão vir da redução de custos resultante da convergência de sistemas de tecnologia da informação de TAM e LAN, do aumento de eficiência dos processos combinados de vendas e distribuição, e do aumento de eficiência nas despesas corporativas gerais. Entre US$ 20 milhões e US$ 25 milhões deverão ser gerados pela diminuição de custos resultante da coordenação e do aumento de eficiência das operações de manutenção, que deverão permitir ao LATAM Group alavancar economias de escala.

Sinergias são os ganhos que a nova empresa terá com a economia em atividades que ambas companhias possuem. No caso da nova companhia aérea terá aproximadamente 40% serão geradas pelo aumento das receitas com o negócio de passageiros, 20% serão resultado do incremento de receitas com o negócio de cargas e os restantes 40% das sinergias potenciais serão provenientes da redução de custos.

Em comunicado, as empresas afirmaram que os novos valores divulgados teriam impacto direto no resultado operacional da nova empresa. Porém, não deve se reverter totalmente para o lucro líquido porque são recursos que ainda precisam pagar impostos e ser reduzidas as contas de depreciação no imobilizado da empresa.

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