Vendas da BR Aviation crescem 11% e empresa planeja expansão

Vendas da BR Aviation crescem 11% e empresa planeja expansão

Subsidiária da Petrobras domina 62% do mercado brasileiro ao distribuir 4,5 milhões de litros de querosene e gasolina de aviação

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Na esteira do crescimento do mercado de aviação no Brasil, a subsidiária da Petrobras Distribuidora voltada para o mercado de produtos e serviços aeronáuticos, a BR Aviation, estabeleceu em dezembro um novo recorde histórico de vendas de combustíveis. A companhia registrou volume de vendas 12,6% maior do que no mesmo período do ano passado ao comercializar 399.098 mil metros cúbicos de querosene e de gasolina de aviação.

Segundo dados fornecidos pela empresa, com esse resultado, a BR Aviation mantém o domínio do mercado brasileiro desse combustível com 62% de participação, obtidos pela operação em 101 aeroportos brasileiros.

No ano passado o volume comercializado somou quase 4,5 milhões de metros cúbicos, contra um volume de 3,9 milhões de metros cúbicos registrados no ano de 2010. “O crescimento, acima do mercado (11,4%), se deveu principalmente à ampliação de rotas de alguns clientes, notadamente os exclusivos como Gol e Azul, e ao crescimento de 17,4% no número de passageiros”, informou a BR em nota. O crescimento do ano passado foi estimulado ainda pela entrada em operação de novas unidades na Zona da Mata (MG), Itirapina (SP) e em Maringá (PR).

Expansão

Essa onda de expansão dos negócios da empresa parece não tem hora para ser interrompida, a BR está otimista para os próximos anos nesse mercado ante a expectativa de demanda que deverá manter a trajetória de alta. Esse aspecto deve-se pela expansão do consumo interno por viagens aéreas e por eventos como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016.

Para atender ao crescimento, a empresa tem planejados investimentos em suas instalações nos principais aeroportos do País e que constam no Plano de Negócios 2011/2015 da Petrobras. O presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, não detalha os valores dos investimentos, mas afirma que esses aportes garantirão ampliar a capacidade para 43 milhões de litros mensais de querosene de aviação.

Nesse sentido, explicou ele, estão previstas obras de ampliação e modernização das instalações em Natal, Brasília, Galeão/RJ, Campinas, Guarulhos e Porto Alegre. As iniciativas também incluem a aquisição de novas unidades de abastecimento de aeronaves e a entrada em outros aeroportos, como Navegantes (SC), Imperatriz (MA), Foz do Iguaçu (PR), Eirunepé (AM), Macapá (AP) e Ilhéus (BA).

O Brasil consome hoje cerca de 600 mil m3 de QAV por mês. Durante os grandes eventos esportivos programados para o País, esse volume deverá ser entre 20% a 30% maior, especialmente nas cidades-sedes das competições. Além disso, os leilões para a privatização de aeroportos poderá ajudar no aumento da demanda com maior competição entre os aeródromos por voos tanto domésticos quanto internacionais.

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