Acordo entre Petrobras e PDVSA para sociedade em refinaria deverá ser assinado em setembro

Depois de divergências entre a diretoria da Petrobras e os parceiros da PDVSA, que quase inviabilizaram a sociedade, as negociações foram retomadas com mais ênfase após visita do presidente da Petrobras

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A Petrobras informou esta semana que a estatal e a venezuelana PDVSA deverão “firmar o acordo final” em setembro para a sociedade na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A assinatura deve ocorrer no encontro bilateral dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez.

Depois de divergências entre a diretoria da Petrobras e os parceiros da PDVSA, que quase inviabilizaram a sociedade, as negociações foram retomadas com mais ênfase após visita do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, à Venezuela, atendendo ao convite de Hugo Chávez no último encontro dos presidentes dois países em maio passado.

Segundo a nota da Petrobras, as negociações reiniciadas por ocasião da visita de Gabrielli tiveram prosseguimento no último dia 27, com vista “à incorporação definitiva da PDVSA como parceira no empreendimento”.

A refinaria terá capacidade para processar 230 mil barris de petróleo pesado por dia, dos quais 50% serão de origem brasileira e 50% venezuelanos, “como parte do processo de integração energética da América do Sul”.

As obras da refinaria já se encontram em fase inicial, com cerca de 15% dos trabalhos concluídos, mas a construção vinha vem sendo bancada inteiramente pela Petrobras. O início de operação está estimado para 2011.

Na nota, a Petrobras sustenta ainda que a constituição da empresa mista “consolidará a aliança estratégica entre Brasil e Venezuela como nações impulsionadoras do processo de integração da América do Sul, liderada pelos presidentes dos dois países”.

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