Motociclistas de São Paulo são condecorados por deixar de se envolver em acidentes

O encontro reuniu motociclistas profissionais e usuários – aqueles que usam motos no deslocamento diário em substituição do carro ou do ônibus

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Cinqüenta empresas de entrega rápida com motocicletas e profissionais que trabalham nessas empresas receberam uma condecoração por estarem há seis meses sem se envolver em acidentes de trânsito. O prêmio entregue a cada semestre pela Associação Brasileira dos Motociclistas (Abram) desta vez foi entregue durante o 4º Moto Festival que que aconteceu na capital paulista na semana passada. O encontro reuniu motociclistas profissionais e usuários – aqueles que usam motos no deslocamento diário em substituição do carro ou do ônibus.

Durante o festival eles assistiram ao tradicional concurso Musa Motoboy e Motoboy Topmodel, à primeira etapa do campeonato de wheeling (em que os competidores fazem manobras e acrobacias com motos), e participaram de atividades culturais e uma feira de assessórios.

Segundo o presidente da Abram, Lucas Pimentel, as empresas que recebem o certificado participam do Programa de Prevenção de Acidentes com Motocicletas (Pram), um conjunto de ações da associação que visam a preparar e estimular o motociclista para que ele não se envolva em acidentes de trânsito. “O Pram foi lançado em 2000, e desde então temos realizado inúmeras ações com empresas grandes, além da participação das melhores empresas de entrega rápida de São Paulo.”

Durante o encontro a Abram expôs ainda cartazes que são elaborados pela entidade e enviados mensalmente para as empresas participantes do Pram, além de distribuírem a cartilha 12 Mandamentos do Motociclista, com dicas de segurança no trânsito. “O programa é implementado nas empresas. A partir daí realizamos palestras, treinamentos práticos, distribuímos e entregamos materiais para reforçar a cultura de segurança em duas rodas.”

De acordo com Pimentel, há na cidade de São Paulo cerca de 800 mil motocicletas licenciadas, no estado aproximadamente quatro milhões, e no país, 12 milhões de motocicletas. São quase 14 milhões de motociclistas, no total. Profissionais que transportam encomendas de moto são 200 mil na cidade, 500 mil no estado e 2,5 milhões no Brasil.

Segundo dados de 2006 da secretaria municipal de Transportes, dos 380 acidentes fatais que ocorreram em São Paulo envolvendo motociclistas, 23% envolviam profissionais. “A grande maioria dos motociclistas que perderam suas vidas no trânsito da cidade de São Paulo eram os chamados motociclistas-usuários, que utilizam as motos para substituir o carro e ônibus no seu deslocamento diário”. Esses representam cerca de 45% dos que compram motocicleta atualmente.

Na avaliação de Pimentel, a maioria dos acidentes acontece porque o processo de habilitação ainda é deficiente. Porém, deve melhorar por conta da Resolução 285/08 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em vigor desde janeiro deste ano. A norma prevê uma maior carga horária para os cursos de formação de condutores. “Mas, mesmo assim, o motociclista precisa de um curso de aperfeiçoamento que inclua pilotagem segura, direção defensiva e manutenção preventiva, porque todo condutor de motocicleta sem um curso de aperfeiçoamento é um acidentado em potencial”.

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