CPI do Dnit é instalada no Senado

De acordo com Mário Couto, a CPI do Dnit se faz necessária para investigar irregularidades apontadas no relatório do Tribunal de Contas da União (TCU)

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O senador Mário Couto (PSDB-PA) comemorou ontem, com discurso em plenário, a instalação da CPI do Dnit. O documento, contendo 29 assinaturas, foi protocolado pelo senador, anteontem. Couto conquistou a criação da comissão com margem apertada de segurança, já que são necessárias 27 assinaturas para a instalação de CPIs, o correspondente a um terço do total de 81 senadores.

“Hoje eu posso comemorar dizendo que as assinaturas dos meus pares, a quem agradeço neste momento, vão valer para que esta nação saiba o quanto existe de corrupção no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes”, disse no discurso. Desafeto do diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot (PR), Couto foi uma das principais vozes da bancada tucana que em 2007, tentou impedir a nomeação do republicano.

Após perderem o embate no Senado, com a confirmação de Pagot para o posto de diretor-geral do Dnit, os parlamentares tucanos anunciaram que não dariam trégua a Pagot. Ressaltaram ainda no período que agiriam como agentes de contínua fiscalização da autarquia, ligada ao Ministério dos Transportes.

De acordo com Mário Couto, a CPI do Dnit se faz necessária para investigar irregularidades apontadas no relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). No entanto, o parlamentar não se faz de rogada ao criticar constantemente a atuação do órgão. Para ele, existem fortes indícios de falhas no Dnit.

Segundo ele, o governo gasta R$ 5 bilhões por ano, em média, para a manutenção das rodovias brasileiras. Entretanto, a maioria das estradas, segundo ele, não está em boas condições. Couto destacou ainda, ontem durante seu discurso em plenário, que relatará “todo ato de corrupção que for encontrado no Dnit durante a CPI”.

Couto também tentou instalar a CPI do Dnit no dia 24 de março desse ano. Contudo, não obteve êxito em sua investida. Depois de apresentar requerimento para criação da comissão, o senador tucano foi surpreendido com a notícia de que quatro senadores haviam retirado a assinatura do documento minutos antes do encerramento do prazo final para aceite de desistências. Na sequencia, Couto iniciou uma nova empreitada para garantir cota de assinaturas, com margem de segurança, para evitar novos dissabores.

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