Setor volta aos bons tempos com produção de 250 mil veículos

Do volume total, 230 mil unidades serão vendidas no mercado interno e 30 mil unidades destinadas ao exterior

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A indústria automobilística deverá fechar este mês com a produção de 250 mil veículos, segundo previsão das fabricantes de autopeças. Do volume total, 230 mil unidades serão vendidas no mercado interno e 30 mil unidades destinadas ao exterior.

Na primeira quinzena deste mês já foram emplacados 123.757 veículos. O volume é 8,38% superior aos primeiros quinze dias de fevereiro e 4,44% acima do mesmo período de março de 2008 (118.498 unidades), ano recorde da indústria automobilística. Só as vendas de automóveis cresceram 8,83% no período, atingindo 96.327 unidades no comparativo a fevereiro deste ano. Também superou março de 2008 (93.059 unidades), segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

As vendas de caminhões também reagiram bem na primeira quinzena e fecharam com o emplacamento de 4.410 unidades, volume 14,52% superior ao volume de fevereiro, que foi de 3.851 unidades.

A expectativa da indústria de autopeças é que o IPI reduzido seja prorrogado pelo governo. “Eu aposto na continuidade da isenção do imposto porque o Brasil precisa motivar o consumidor a trocar seus veículos”, afirma Luiz Alberto Thimm Mirara, diretor comercial da Elring Klinger, fabricante alemã de juntas automotivas.

Carlo De Simoni, diretor comercial da SKF, subsidiária brasileira da fabricante sueca de rolamentos, espera que o IPI seja prorrogado por mais três meses ou se estenda o desconto até dezembro. “Há uma perspectiva boa do setor automotivo para a continuidade deste benefício que evitou a paralisação total das vendas de veículos”, comenta De Simoni.

Se o benefício foi prorrogado, a estimativa do diretor comercial da SKF é que a produção deste ano fique no mesmo patamar de 2007, quando foram fabricados 2,97 milhões de veículos no País. “Será um bom número para a indústria automobilística”, diz De Simoni.Wilson Rocha, diretor de Vendas e Engenharia da TRW Automotive, observa que os horizontes para a indústria automobilística estão mais favoráveis, depois da redução brusca nos volumes a partir de novembro por causa da crise mundial. “No final de 2008 as montadoras tinham 212 mil carros estocados e para este mês a previsão é que o volume caia para 175 mil unidades (ver quadro), são 37 mil carros a menos nos pátios”, diz Rocha.

Segundo o diretor comercial da Elring Klinger, para este mês todas as montadoras estão solicitando volume alto de peças e para este ano a previsão é que a produção fique igual a 2007 (2,9 milhões de unidades).

Para diretores das empresas de autopeças, voltar ao ritmo de 2007 não é ruim, pois elimina o stress dos funcionários e evita custos elevados para garantir a entrega de peças em tempo recorde.

Melhorar a logística

“É uma oportunidade para melhorar os processos de logística em toda a cadeia de produção e também aperfeiçoar o nível de eficiência dos processos produtivos”, afrima Virgilio Cerutti, presidente da Magneti Marelli para o Mercosul.

Segundo Ceruti, com um ritmo normal de produção vamos aprender um pouco com os japoneses a ter mais raciocínio nos planejamentos. “Com a grande demanda do mercado estavamos produzindo com muita velocidade e sem ter o retorno financeiro esperado”.

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