Hidrovia Paraná-Tietê, um novo e mais barato caminho para MS

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o seminário vai destacar as potencialidades e investimentos para ampliar volume e fluxo de transporte na Hidrovia Paraná-Tietê como a indicação de projetos prioritários, a duplicação das eclusas e a redução de custos no transporte

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A Fiems – Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul – e o Governo do Estado, por meio da Sesop – Secretaria Estadual de Obras Públicas e de Transportes -, realizam, nesta sexta-feira (15/05), a partir das 14 horas, no auditório térreo do Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande, seminário sobre a Hidrovia Paraná-Tietê, que contará com a presença do diretor-geral do DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes -, Luiz Antonio Pagot. O evento é organizado pelo G5 +1 – grupo formado pelos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Minais Gerais mais o Governo Federal.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o seminário vai destacar as potencialidades e investimentos para ampliar volume e fluxo de transporte na Hidrovia Paraná-Tietê como a indicação de projetos prioritários, a duplicação das eclusas e a redução de custos no transporte. “Também será discutido, além dos investimentos, os avanços na implementação do plano diretor para aumentar a extensão da hidrovia e o volume de cargas transportadas nos próximos 30 anos”, ressaltou, lembrando que um dos grandes gargalos do setor industrial do Estado é a logística de transporte e a viabilização da hidrovia vem para amenizar esse problema.

Com o empreendimento, o Governo Federal pretende ampliar a capacidade de navegação na Hidrovia Paraná-Tietê, facilitando o transporte de cargas originárias do Paraguai e oeste do Paraná até São Paulo ou até os portos para exportação. A hidrovia, que possui um potencial navegável de dois mil quilômetros, mas utiliza apenas mil quilômetros, trabalha com um transporte de cargas de apenas cinco milhões de toneladas/ano. “Precisamos definir projetos prioritários que aumentem a capacidade da hidrovia”, salientou Luiz Pagot.

O diretor-geral do DNIT lembrou ainda a urgência em se criar condições favoráveis à integração dos modais rodoviário, ferroviário e hidroviário, destacando que a Hidrovia Paraná-Tietê irá dispor dos três conjuntos, formando um complexo de multimodalidade eficiente e com grandes possibilidades de crescimento de competitividade para os produtos brasileiros.

O seminário

O Seminário Hidrovia Paraná-Tietê será aberto pelo presidente Sérgio Longen às 14 horas e, logo em seguida, Adalberto Tokarski, gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Interior da ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), e Frederico Bussinger, diretor do Departamento Hidroviário do Governo do Estado de São Paulo, vão apresentar as diretrizes para o Plano Diretor da Hidrovia Paraná-Tietê.

Para as 15h20 está programada a apresentação do secretário estadual de Obras Públicas e de Transportes, Edson Giroto, da visão do Governo do Estado sobre a ampliação e utilização da hidrovia, enquanto em seguida o consultor da Fiems, João Pedro Cuthi Dias, apresentará a visão da iniciativa privada sobre o assunto. Já às 16 horas o diretor-geral do DNIT fará uma exposição dos trabalhos realizados até agora pelo Governo Federal e depois o assunto será aberto ao debate e conclusões.

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