Lula critica taxações sobre etanol e pede que países produzam biocombustíveis

Lula disse que é preciso que o álcool combustível deixe de ser “amaldiçoado” e criticou as taxações impostas aos biocombustíveis

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje (21) que os países não tenham medo de mudanças e produzam biocombustíveis. “Sei que o mundo tem medo de mudanças, nos acostumamos com o chão que nossos pés pisam”, afirmou.

“Sempre que apresentam uma coisa para a gente, mesmo que seja melhor, a gente tem medo, tem dúvida. Na verdade, se nós quisermos garantir mais geração de emprego, de renda, mais preservação ambiental, temos que pensar mais seriamente em novas matrizes energéticas no mundo”, completou.

Lula disse que é preciso que o álcool combustível deixe de ser “amaldiçoado” e criticou as taxações impostas aos biocombustíveis. “Quem sabe um dia o álcool não seja tão feio e tão amaldiçoado por alguns que impõem sobre ele tarifas que não impõem sobre o petróleo.”

Segundo ele, é um “paradoxo” que um combustível limpo e não poluente seja taxado e o petróleo, que é poluente, não. “Isso significa que é preciso tratar com mais seriedade a questão ambiental”, avaliou.

O presidente também defendeu a adoção dos biocombustíveis pelos países ricos, de maneira a ajudar nações pobres. “O que nós gostaríamos é que os países ricos, ao adentrarem a era dos biocombustíveis, façam parcerias com países mais pobres, sobretudo a África, para que a gente possa produzir lá parte dos biocombustíveis que os países ricos desejam que é uma forma de ajudar desenvolver a África e resolver o problema da imigração”, destacou.

As declarações do presidente foram feitas durante discurso no encerramento da 1º Exposição Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo. (Yara Aquino-Repórter da Agência Brasil)

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