Novas encomendas levam Dura a retomar ritmo forte de produção

Depois de suspender investimentos, empresa aplicará R$ 10 milhões neste ano no Brasil

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A Dura Automotive Systems, subsidiária brasileira do grupo americano que produz componentes para a indústria automobilística, começa a normalizar sua produção com o aumento dos pedidos das montadoras. Além de voltar a trabalhar de segunda a sábado, a empresa já está com alguns setores operando em três turnos, expediente que havia sido suspenso no final do ano passado por causa da forte queda do setor automotivo. “A redução do IPI e a liberação de crédito por parte do Banco do Brasil já refletiram positivamente nas vendas, redução de estoques e fez com que as montadoras retomassem a produção num ritmo mais forte”, disse Mário Buttino, presidente da Dura do Brasil.

A empresa de autopeça, que está instalada no Rio Grande da Serra, no ABC paulista, registra o maior volume de pedidos feitos pela Volkswagen, para a produção do novo Gol, e ainda pela Ford, para abastecer a linha do Ka. “Apesar da preocupação sobre o crescimento das vendas em janeiro e fevereiro, pois não se sabe se o consumidor está antecipando as compras por causa da redução do IPI e se haverá prorrogação deste incentivo, mesmo assim ainda acho que grande parte da insegurança já foi superada e a tendência é de manter a trajetória de crescimento do setor automotivo”, prevê Buttino. A estimativa do presidente da Dura é que o mercado automotivo feche 2009 com volume 15% abaixo de 2008, quando foram produzidos 3,2 milhões de veículos e vendidos 2,8 milhões de unidades no País. “Em janeiro as vendas foram melhores que o previsto, fevereiro está no mesmo nível do ano passado e em março também deverá ser positivo por causa da redução do IPI”, prevê Buttino. “Se os recursos para estimular as vendas de automóveis continuarem, o Brasil tem condições de superar rapidamente essa fase”, completa o executivo.

Depois de ter preparado sua fábrica para um ritmo intenso de produção, a Dura refaz seu planejamento interno e começa a se adaptar ao um novo cenário, com
volume menor de pedidos. “A prioridade da empresa agora é gerar e manter o fluxo de caixa, atingir o nível máximo de vendas e entregar o produto com qualidade e sem atraso”, frisa o presidente da empresa.

Para não falhar as estratégias, a empresa vem colocando em prática o conceito lean manufaturing. “Temos que atingir a produtividade e a qualidade para não ter desperdícios. Vender e entregar na data e manter sempre uma produção enxuta”, afirma Buttino.

Além de se adaptar ao um novo cenário, a Dura também decidiu mudar seu programa de compras, com a redução de 30% nas importações de matériasprimas. “Vamos passar a comprar mais produtos no Brasil, pois temos que ter capacidade de reação e flexibilidade para ter sucesso nos negócios”.

Dura também retomou seu programa de investimentos, que havia sido suspendo em janeiro e fevereiro, e vai aplicar R$ 10 milhões neste ano no País. O recurso é para o lançamento de novos produtos.

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