Atlântico Sul eleva carteira de pedidos

Orçados em US$ 516 milhões, os navios faziam parte do lote ganho pelo consórcio Rio Indústria Naval na licitação da primeira fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef I)

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A carteira de encomendas do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), ainda em construção em Pernambuco, subiu para US$ 2,980 bilhões com o contrato assinado na última sexta-feira, com a Transpetro, braço logístico da Petrobras, no Rio de Janeiro, para a produção de cinco petroleiros Aframax.

Orçados em US$ 516 milhões, os navios faziam parte do lote ganho pelo consórcio Rio Indústria Naval na licitação da primeira fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef I) mas, como o consórcio não conseguiu arrendar o terreno do antigo estaleiro Ishibras, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, a Transpetro decidiu repassar a encomenda para o EAS, mantendo as mesmas regras de qualidade, prazo e preço. Os outros quatro navios Panamax ganhos pelo Rio Naval estão sendo negociados pela Transpetro com o Estaleiro Ilha S.A. (Eisa).

A entrega do primeiro Aframax à Transpetro está marcada para julho de 2013 e os demais, a cada dois meses, até março de 2014. Os navios terão um comprimento total de 249 metros, boca de 43,8 metros, pontal de 21 metros, calado máximo de 15 metros e capacidade de 114.700 toneladas de porte bruto (TPB) e, juntos, vão consumir 95 mil toneladas de aço. O primeiro navio será entregue à Transpetro em julho de 2013 e a partir daí, está acordada a entrega de uma embarcação a cada dois meses. O último, até março de 2014. “Vamos entregar todos os navios no prazo”, garantiu Angelo Bellelis, presidente do Estaleiro Atlântico Sul.

O primeiro dos dez Suezmax contratados pela Transpetro ao EAS, dentro do Promef I, ao custo de US$ 1,640 bilhão, será entregue em 2010. Na carteira, a empresa tem ainda dois super-petroleiros do tipo Very Large Crude Carrier, encomendados pela Noroil Companhia de Navegação por US$ 432 milhões e o casco da plataforma P-55, da Petrobras, orçado em US$ 392,6 milhões. Com o aumento das encomendas, os empregos diretos sobem para 3,5 mil até dezembro de 2009 e 5 mil em 2010. (Etiene Ramos – Gazeta Mercantil)

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