Soja convencional do PR vira transgênica na hora da colheita

A Perdigão confirmou que foram encontrados traços de transgenia em cargas pontuais entregues no Paraná

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A aplicação de sementes de soja convencional na lavoura não foi suficiente para que alguns produtores colhessem grãos livres de transgenia na última safra. No Paraná, aqueles que tentaram honrar contratos antecipados foram surpreendidos com o resultado positivo para transgênicos no teste feito no ato da entrega. Com isso, tiveram que amargar prejuízo por causa do pagamento pelos royalties e desconto do prêmio, cuja média é de R$ 2 pela saca.A Perdigão confirmou que foram encontrados traços de transgenia em cargas pontuais entregues no Paraná. Segundo a companhia, a soja foi devolvida, pois 100% dos animais da empresa são alimentados com grãos convencionais. No entanto, não foi informado o volume das cargas rejeitadas.

O manejo inadequado nas empresas de semente seria o principal canal de contágio na cadeia produtiva, conforme informações de uma fonte do Paraná que preferiu não se identificar. “A falta de limpeza nas máquinas e no beneficiamento está causando isso. Dessa maneira, o produtor é obrigado a pagar royalties para a Monsanto, que é a maior fornecedora na região. Se continuar assim, daqui a algum tempo não haverá mais soja convencional”, observou.

Iwao Miyamoto, presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), reconheceu que houve contaminação: “A poeira do grão pode contaminar o convencional. Por isso, é preciso avaliar se a colheita foi adequada”. Segundo disse, o contágio também pode ter ocorrido durante o transporte. O Ministério da Agricultura, responsável pela fiscalização, afirmou desconhecer as denúncias.

A Monsanto informou que a possibilidade de a contaminação ocorrer no campo é pequena e que os testes no recebimento da soja não têm precisão para identificar baixos níveis de soja transgênica em cargas de grãos convencionais. A declaração revela que a empresa não acredita que a semente fosse mesmo convencional.

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