Crise financeira provoca paradas em fábricas

Tanto a Honda quanto a Yamaha já anunciaram que vão parar por 10 dias a produção de motocicletas na fábrica de Manaus (AM) a partir do dia 20 deste mês

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A crise financeira mundial já começa alterar os planos da indústria automobilística e de motocicletas, diminuindo o clima de euforia que havia no mercado brasileiro.

Tanto a Honda quanto a Yamaha já anunciaram que vão parar por 10 dias a produção de motocicletas na fábrica de Manaus (AM) a partir do dia 20 deste mês.

A Honda informa que, com a paralisação parcial de duas linhas de produção 2.300 empregados de um total de 10 mil pessoas ficarão em casa. Deixarão de ser produzidas 40 mil motocicletas de baixa cilindrada.

Mesmo com a suspensão das atividades, a Honda não vai alterar o ritmo de trabalho na unidade de Manaus, que é cumprido atualmente em quatro turnos.

A paralisação parcial das atividades, segundo a Honda, “é uma medida preventiva para enfrentar a atual situação da economia mundial e a conseqüente diminuição na oferta de crédito”. A Yamaha também vai interromper a produção de duas linhas de motos de baixa cilindrada, durante 10 dias a partir de segunda-feira. Ao todo 55% dos 4.289 funcionários terão férias. Em razão da parada, a previsão é de produzir em outubro 24 mil motos, ante 42 mil unidades programadas inicialmente.

“A paralisação parcial deve-se a crise de confiança que atinge o sistema financeiro mundial e já reflete no mercado de motos”, diz em nota Jaime Matsui, diretor de relações institucionais da Yamaha do Brasil.

A empresa destaca em comunicado que o primeiro sinal mais evidente foi a elevação de restrições à concessão de linhas de crédito direto ao consumidor, por parte de bancos e financeiras.

Comenta ainda que “o governo do Brasil, a exemplo dos demais países, está intervindo diariamente no mercado de crédito, em busca do equilíbrio”.

Segundo a Yamaha, todos os segmentos da economia estão reorganizando suas agendas de produção e de investimentos para alcançar um novo “ponto de conforto” a ser alcançado o mais rápido possível. “A medida anunciada pela empresa nos permitirá aguardar a acomodação do sistema de crédito, para adequarmos nossa estratégia de crescimento a fim de alcançarmos os objetivos traçados”, destaca o comunicado.

Em 2007 a Yamaha produziu: 264.641 motocicletas e para este ano estima fabricar 360 mil unidades.

Entre as montadoras de automóveis, a General Motors vai iniciar as férias coletivas a partir de segunda-feira nas fábricas de São Caetano do Sul, no ABC paulista, e em São José dos Campos, interior de São Paulo. Em Gravataí (RS) a parada será escalonada.

Na fábrica de São Caetano, onde são produzidos cerca de 900 carros por dia, a paralisação será de 10 dias em toda a linha de produção. Em São José dos Campos, onde fabrica 700 carros por dia, a parada vai atingir somente a linha do Corsa, do dia 20 até 3 de novembro. Já em Gravataí, onde monta 880 unidades por dia do Celta e o Prisma, além de reduzir 22 minutos de extras por dia, a GM vai parar a produção hoje e nos dias 24 e 31 de outubro.

Na fábrica de Gravataí, onde trabalham 5.200 funcionários – incluindo sistemistas – deixarão de ser produzidos cerca de 2.900 carros nos três dias.

A suspensão na produção na GM é uma medida preventiva para evitar a formação de estoques e consequente aumento de custos;

Na Fiat a parada por 10 dias foi um ajuste temporário para organizar as férias vencidas que trabalham na fábrica de Betim (MG).. Mesmo com a paralisação das atividades a Fiat manteve a produção diária de 2.700 automóveis, informou a empresa. As montadoras Ford, Volkswagen, Renault e Toyota informaram que a produção de veículos está normal e que não há previsão de férias coletivas para seus empregados. (Sonia Moraes – Gazeta Mercantil)

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