BEC busca negócios em logística e petróleo

Fundado nos Estados Unidos em 2004, o BEC acaba de abrir um escritório em São Paulo, e está para fechar uma operação na área de logística

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Após adquirir uma mina de manganês no Estado de São Paulo, o grupo norte-americano Brasil Energy Corp. (BEC), que atua na área de private equity, está ampliando a atuação no País.

Fundado nos Estados Unidos em 2004, o BEC acaba de abrir um escritório em São Paulo, e está para fechar uma operação na área de logística. O grupo pretende investir no País nos setores de petróleo e gás natural, logística e na área imobiliária, com foco no interior dos estados.

Segundo o executivo-chefe da empresa, Ric Scheinkman, o grupo trabalha com compra de participação direta em companhias e pretende investir cerca de US$ 150 milhões a US$ 300 milhões por empresa, buscando sempre posições majoritárias.

Nos Estados Unidos, o BEC, que faz parte do conglomerado Mia Financial Group, já investiu cerca de US$ 170 milhões nas áreas imobiliária, financeira e de petróleo e gás. “Compramos uma participação em uma corretora nos Estados Unidos e estamos analisando alguns negócios na área imobiliária, onde acreditamos que existem algumas oportunidades com a queda do preço dos imóveis”, diz Scheinkman.

No Brasil, Scheinkman, que é de família brasileira, destaca que o grupo está buscando oportunidades no segmento de mineração, perfuração e exploração em óleo e gás, logística, que abrange tanto terminais portuários, aeroportos e ferrovias. “A área de infra-estrutura está muita aquecida, principalmente depois da criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) lançado pelo governo Lula”, diz .

Scheinkman ressalta, no entanto, que para atrair investimentos nessa área o governo precisa melhorar os marcos regulatórios. “Há muito interesse por parte dos fundos em entrar em concessões de aeroportos e terminais portuários, mas a falta de uma regulação eficiente do setor de portos e a burocracia na área ambiental para a aprovação das operações dificultam os investimentos e podem afastar a iniciativa privada.”
Segundo Scheinkman, a saída dos investimentos estudada pelo grupo é a venda dos ativos para um investidor estratégico ou para um parceiro local. “Conseguimos alcançar um retorno de 14 vezes o capital nas nossas operações em private equity, no período de quatro anos”, afirma. (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados – Pág. 4)(Silvia Rosa)

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