CET usa estratégias de marketing para inflar benefícios das restrições em SP

Pelas estatísticas divulgadas pela gestão Kassab entre segunda-feira (4) e quinta-feira (7), mesmo com a tempestade que atingiu a cidade houve melhoria de 3,5% no trânsito em relação a 2007

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De acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 11 de agosto, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo tem utilizado estratégias para “maquiar” os resultados do trânsito após a implementação das restrições aos caminhões na cidade.

Segundo a reportagem, a tática é mudar, sem argumentações técnicas, os critérios de medição dos congestionamentos e não divulgar dados detalhados da lentidão ao longo das vias da cidade na sexta-feira passada, dia 8 de agosto.

A última adaptação para comparar os índices de lentidão se deu na semana considerada como um teste para a avaliação do impacto da proibição ao transporte de cargas, em razão da volta à rotina de aulas, ofuscado pela chuva e dois dias com filas acima de 200 km.

Pelas estatísticas divulgadas pela gestão Kassab entre segunda-feira (4) e quinta-feira (7), mesmo com a tempestade que atingiu a cidade houve melhoria de 3,5% no trânsito em relação a 2007.

A Folha, porém, obteve dados de um outro critério técnico de comparação -adotado pela CET até a semana retrasada, mas que ela se recusou a divulgar em quatro dias da última semana-, sinalizando situação mais desfavorável, com piora de 0,4% da lentidão.

A meta divulgada pela gestão Kassab com a restrição aos caminhões a partir de 30 de junho é atingir uma melhoria da fluidez próxima de 15%.

Especialistas vêem indícios de que a medida traz benefícios à circulação, mas consideram ser cedo para conclusões. Os resultados ruins da semana passada são atribuídos à chuva.

Na última sexta, quando a lentidão atingiu 211 km às 19h -recorde desde que vigora a nova restrição a caminhões-, a opção da CET foi se recusar a fornecer dados comparativos com 2007 pelos dois critérios.

Com informações da Folha de São Paulo.

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