Automóvel continua puxar produção, prevê Ipea

A expansão de quase 20% na comparação interanual foi reflexo da produção de mais de 320 mil unidades no mês de julho

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A produção industrial deve apontar um crescimento de 7,6% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o Indicador de Produção Industrial do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Dentre os indicadores setoriais, mais uma vez a indústria automotiva aparece como principal motor do crescimento. A expansão de quase 20% na comparação interanual foi reflexo da produção de mais de 320 mil unidades no mês de julho, representando – novo recorde na série histórica”, ressalta relatório divulgado hoje pelo Ipea.

Na margem, a produção registrou uma pequena retração, caindo 1%, o que pode ser explicado pela forte expansão ocorrida em junho. O fluxo de veículos pesados em rodovias com pedágio apresentou estabilidade na margem, registrando queda de 0,4%. Já a produção de papelão, após encerrar o primeiro semestre estagnada, apresentou uma pequena recuperação em julho, com crescimento na margem e 0,5% m relação junho.

Em junho, a indústria brasileira produziu 6,6% mais face igual mês de 2007. Em relação a maio, descontando os efeitos sazonais, a produção registrou aumento de 2,7%. “Com este resultado, o ‘carry-over’ de 2008 ficou em 5,0%, ou seja, a produção industrial cresceria a essa taxa mesmo apresentando variação dessazonalizada igual a zero durante todos os meses restantes de 2008. O resultado de junho ficou próximo do ponto médio do intervalo da ossa rojeção”, destaca relatório.

No primeiro semestre, a produção industrial encerrou o primeiro semestre de 2008 mantendo um ritmo de crescimento ainda bastante elevado. Na comparação com o mesmo período de 2007, a variação foi de 6,3%, a maior taxa desde 2004 nesta base de comparação. Em relação ao segundo semestre do ano anterior, o avanço foi de 1,9%, já descontados os efeitos sazonais. A evolução da indústria vem sendo caracterizada pela forte expansão dos setores de bens de capital e de bens de consumo duráveis. Em relação ao primeiro, é importante destacar o alto grau de difusão deste crescimento.

De acordo com os dados divulgados na Pesquisa PIM-PPF (IBGE), 74% dos subsetores da indústria de bens de capital apresentaram variação positiva em junho. Já o comportamento positivo do setor de bens de consumo duráveis está mais concentrado nos resultados da indústria automotiva, em virtude também de uma concorrência maior dos produtos mportados. (Vanessa Stecanella – InvestNews)

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