Honda e Yamaha desenvolvem motos movidas a eletricidade

"Estamos pressionando para o desenvolvimento dos veículos elétricos de duas rodas, mas não decidimos sobre o preços ou data de lançamento", disse ontem o porta-voz da Honda, Akemi Ando

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Honda Motor e Yamaha Motor, maiores fabricantes mundiais de motocicletas, desenvolvem modelos elétricos para atrair motociclistas em meio aos preços altos da gasolina em vários mercados onde os dois gigantes japoneses vendem e fabricam.

“Estamos pressionando para o desenvolvimento dos veículos elétricos de duas rodas, mas não decidimos sobre o preços ou data de lançamento”, disse ontem o porta-voz da Honda, Akemi Ando.

A Honda planeja o lançamento de suas motos elétricas até 2011, e a Yamaha irá apresentar sua versão em 2010, divulgou ontem o jornal Nikkei. A Yamaha trabalha para lançar um veículo elétrico de duas rodas junto com suas linhas existentes de scooters 50 cc, disse o porta-voz Takashi Kitagawa.

Yamaha parou de vender as scooters elétricas EC-02 e Passol-L em setembro último, após um recall de baterias. As duas companhias irão empregar baterias de ion lítio em seus veículos, disse o Nikkei ontem.
Os preços mensais médios da gasolina no varejo do Japão avançaram 29% nos 12 meses finalizados em junho. Os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram 20% este ano.

No Brasil

Líderes de vendas no Brasil, Honda e Yamaha poderiam vender aqui também seus modelos elétricos, depois de os produtos passarem pelo crivo do mercado japonês.

O Brasil já se situa hoje entre os países que mais fabricam motocicletas. O País ocupa atualmente a quarta colocação no ranking mundial – atrás da China, Índia, e Indonésia. A produção deste ano deve ultrapassar as dois milhões de unidades.

Veículo econômico e ágil, a moto se adaptou às condições econômicas do brasileiro de baixa renda. A motocicleta mais popular, de 125 cilindradas abaixo, quando financiado, tem parcelas que cabem no bolso da maioria dos consumidores. Nas cidades brasileiras, a moto se destaca pela sua agilidade no trânsito. No interior, é veículo de trabalho e transporte de passageiros.

Antes de um veículo elétrico, muitos consumidores gostariam de ter aqui uma moto flex, tecnologia que já é adaptada em oficinas de fundo de quintal. (Bloomberg News e Redação – Gazeta Mercantil)

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