Automóveis e caminhões têm melhor desempenho

Em termos de produtos nas indústrias, sobressaem automóveis, caminhões; aparelhos elevadores para transporte de mercadoria, máquinas para colheita; aviões, motocicletas; minérios de ferro; herbicidas, tintas e vernizes para construção; e tubos, canos e mangueiras flexíveis, e peças e acessórios de plástico para indústria automobilística

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No primeiro semestre deste ano, a maior contribuição para a expansão acumulada da produção industrial (6,3%) partiu das indústrias de veículos automotores (18,4%), setor no qual se observa avanço na produção em aproximadamente 90% dos 25 produtos acompanhados. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho de máquinas e equipamentos (9,4%); outros equipamentos de transporte (33,1%); metalurgia básica (7,6%); indústrias extrativas (6,4%); outros produtos químicos (5,4%); e borracha e plástico (9,0%) também merecem destaque.

Em termos de produtos nas indústrias, sobressaem automóveis, caminhões; aparelhos elevadores para transporte de mercadoria, máquinas para colheita; aviões, motocicletas; minérios de ferro; herbicidas, tintas e vernizes para construção; e tubos, canos e mangueiras flexíveis, e peças e acessórios de plástico para indústria automobilística.

O resultado do primeiro semestre de 2008 confirmou o padrão de crescimento da Indústria ao longo deste ano, com o maior dinamismo vindo dos setores produtores de bens de capital (17,1%) e de bens de consumo duráveis (13,9%), ambos com expansão de dois dígitos. No primeiro segmento, todos os subsetores mostraram taxas positivas, sinalizando aumento generalizado dos investimentos, com destaque para bens de capital para transporte (28,3%), para uso misto (7,6%), para energia elétrica (14,3%), para fins industriais (10,0%) e agrícolas (42,8%). Já a categoria de bens de consumo duráveis permaneceu com desempenho sustentado basicamente pelo avanço na produção de automóveis (20,9%), celulares (28,5%) e motocicletas (24,6%), todos respondendo a uma demanda interna significativa que, por sua vez, reflete a manutenção das condições favoráveis de crédito e a ampliação da massa salarial.

Abaixo do ritmo da indústria geral (6,3%) cresceram as categorias de bens intermediários (5,3%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (1,7%). No primeiro setor, destacaram-se os desempenhos positivos dos subsetores de insumos industriais elaborados (5,4%) e de peças e acessórios para equipamentos de transporte industrial (11,8%). Nesses, sobressaíram as maiores produções dos itens herbicidas, celulose, cimento, e lingotes, blocos, tarugos de aços ao carbono, no primeiro subsetor; e de motores e chassis para caminhões e ônibus, no segundo. O grupamento de insumos para a construção civil, que acumulou acréscimo de 9,9% no primeiro semestre do ano, também contribuiu para a performance positiva desse segmento.

Já a indústria de bens de consumo semi e não-duráveis (1,7%), que mostrou o crescimento mais moderado entre as categorias de uso nesse primeiro semestre, foi influenciada positivamente pelos incrementos em itens dos setores de alimentos (3,6%), farmacêutica (5,5%) e vestuário (6,7%). Por outro lado, foi pressionada negativamente pelos produtos dos ramos de calçados e artigos de couro (-3,9%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-3,1%), fumo (-4,1%) e refino de petróleo e produção de álcool (-0,3%).

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