Empresário paga mais caro pela logística, com novas regras para caminhões

O rodízio se soma à restrição de caminhões na ZMRC. Com isso, a expectativa do Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região) é de aumento nos preços do frete

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Esta semana, começou, em São Paulo, o rodízio dos caminhões, nos mesmos moldes dos automóveis de passeio, na região que ficou fora da ZMRC (Zona Máxima de Restrição de Circulação). Com exceção de alguns tipos de veículos, tais como os usados em serviços públicos essenciais, todos os demais estão sujeitos à regra.

O rodízio se soma à restrição de caminhões na ZMRC. Com isso, a expectativa do Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região) é de aumento nos preços do frete.

Antes de o rodízio ter início, o sindicato já havia feito um estudo para estimar o aumento necessário nos preços cobrados pelas empresas de transporte, com o intuito de compensar as perdas ocasionadas pela restrição. Chegou-se a um percentual de 15%. Agora, com o rodízio e a entrada dos VUCs na restrição (a partir de 1º de agosto e até 31 de outubro deste ano, os VUCs somente poderão transitar entre as 10h e as 16h, seguindo a regra das placas com finais pares e ímpares), esse percentual deve aumentar.

O presidente do Setcesp, Francisco Pelucio, explica que o sindicato já iniciou um novo estudo para estimar as novas perdas. “Quando chegarmos ao novo percentual, faremos a sugestão de reajuste nos preços praticados às empresas do setor”, afirma.

Medida é negativa em alguns pontos

Segundo Pelucio, “a tendência é que o aumento no custo do frete pressione a inflação, uma vez que os preços do transporte afetam toda a cadeia”. Além disso, a restrição à circulação dos caminhões já está prejudicando as exportações. Ele lembra ainda que somente saberemos a real efetividade das regras após a volta às aulas, porque as medidas entraram em vigor justamente em julho.

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