Setor portuário cresce durante a crise e se firma como alternativa para baixar custos logísticos

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A retração econômica brasileira deve beirar os 4%, com o enfraquecimento de vários setores. O preço dos combustíveis, especialmente o diesel, não para de crescer e as principais fábricas do país estão com a produção reduzida ou até mesmo paradas. Mesmo com tudo isso, o desempenho do setor portuário em 2015 chama a atenção. A movimentação de cargas alcançou 1,007 bilhão de toneladas, a maior da história. O crescimento foi de 4%, frente a 2014. O balanço foi divulgado pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). 
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O que puxou o resultado, principalmente, foram as exportações de granéis sólidos, com 632,6 milhões de toneladas transportadas, o que representa alta de 7,2%. O destaque foi para o minério de ferro, cuja movimentação aumentou 5,2% e chegou a 400 milhões de toneladas. Granéis líquidos, como combustíveis, tiveram baixa de 2,3%. A movimentação de contêineres também caiu, 1,1%. Já a de carga solta subiu 5,71%.

“Tivemos o câmbio mais favorável à exportação de commodities e o setor é muito impactado por minério de ferro e granéis vegetais. Ainda que os preços das commodities estejam baixos no mercado internacional, quando você tem um câmbio mais favorável às vendas externas, incrementa o negócio”, avalia o diretor-geral da Antaq, Mario Povia. Ele também cita os bons resultados do agronegócio e mudanças na infraestrutura, que ajudaram a melhorar o desempenho. “Ferrovias sendo entregues, rodovias duplicadas, os próprios terminais portuários estão modernizando suas instalações. Nós estamos mais eficientes em termos de logística, ainda que longe do ideal”, complementa.

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No ano passado, houve 7,7% menos atracações em portos brasileiros. Mas o dado, conforme Mario Povia, é positivo. “Isso significa que tivemos navios maiores, por causa dos calados com maior profundidade. Melhoramos a nossa produtividade”, afirma.

Os TUPs (Terminais de Uso Privado) responderam por 65% do total de cargas transportadas, 5% mais que no ano passado. Já os portos públicos movimentaram 35%, com resultados pouco maiores que os de 2014. O crescimento foi de apenas 0,6%.

No longo curso, foram 752,4 milhões de toneladas de cargas movimentadas (que equivale a 3,8% do total no mundo), 5,4% mais que em 2014. A cabotagem aumentou apenas 1,7%. A navegação interior movimentou 85,5 milhões de toneladas, com alta de 2,84%. As exportações somaram 610 milhões de toneladas e as importações alcançaram 142 milhões. Financeiramente, isso representou US$ 191 bilhões e US$ 171 bilhões, respectivamente.

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