CIESP promove o 7° Seminário sobre Ferrovias

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo reúne nomes do setor para discutirem a recuperação das ferrovias brasileiras

ALL inicia transporte de etanol das usinas do Mato Grosso do Sul
Brado e LTI fazem parceria para operação internacional
Signa fornece software gestor de transportes para a MRS Logística

O CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) reuniu esta semana as principais entidades responsáveis pelo setor ferroviário para debater a ampliação e a recuperação das linhas férreas do País.

O preço do transporte ferroviário pode chegar a ser 30% mais barato que o rodoviário em algumas regiões. Júlio Diaz, diretor de Infraestrutura do Ciesp, aposta na ferrovia como meio de transporte viável para o escoamento da produção industrial. “É um grande ganho de custo. É preciso que as operadoras percebam e analisem melhor a capacidade de demanda, como uma política de governo, porque os investimentos baixarão sensivelmente os custos das indústrias. E isso significa aumento de competitividade internacional e controle da inflação, porque o frete é reflexo direto no preço”, avalia Diaz.

O trem é representado em 25% na matriz de transportes no Brasil, número superado por outros países dos BRIC: na Índia, as ferrovias participam com 49% da movimentação de carga, taxa que atinge 81% na Rússia. Nos Estados Unidos e no Canadá, o transporte de cargas sobre trilhos chega a 46%.

Entre 1997 e 2009, após a privatização das operações, as concessionárias investiram mais de R$ 20 bilhões, enquanto o governo federal investiu pouco mais de R$ 1 bilhão nesse período. O setor ferroviário registra melhorias consideráveis de desempenho e produtividade desde a sua privatização, mas ainda não é o suficiente. O atendimento é limitado: 75% da carga transportada consiste em ferro e carvão mineral. A malha brasileira possui, aproximadamente, 29 mil quilômetros de extensão.

Principais déficits

Além do atraso nos investimentos, alguns outros tópicos sobre o transporte ferroviário no Brasil são relevantes:

– A velocidade média é baixa, em torno de 30km/h, enquanto a média mundial é de 70km/h;
– Baixa utilização da malha: pouco mais de 11 mil km com movimentação de carga com pelo menos uma viagem por dia;
– Contornos em áreas urbanas;
– Dificuldades de acesso aos portos brasileiros: somente 15% da carga destinada a Santos viaja por ferrovia.

Por: Victor José – Redação Portal Transporta Brasil

COMMENTS