GE Transportation fabrica locomotiva 60% nacional

Projeto faz parte do Plano de Nacionalização Progressiva autorizado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social); mais de 3,5 mil itens utilizados na locomotiva são produzidos no Brasil

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Foi concluída nesta quarta-feira (24/4) na fábrica da GE Transportation, em Contagem (MG), a montagem da primeira locomotiva de carga de grande porte com índice de nacionalização superior a 60%. Com isso, a empresa conseguiu obter dois pontos percentuais acima da meta prevista para o primeiro Plano de Nacionalização Progressiva autorizado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), chegando a 63%. Atualmente, mais de 3,5 mil itens utilizados na locomotiva são produzidos localmente.

“A parceria com o BNDES para a nacionalização de locomotivas introduz novas tecnologias na cadeia nacional e ajuda a transformar o País em um polo de produção no segmento ferroviário. Por facilitar a aquisição das locomotivas no território nacional, o processo também ajuda a reduzir o Custo Brasil, levando em consideração que o transporte de carga, se feito por estradas de ferro, torna-se mais barato e mais eficiente do ponto de vista energéti co”, afirma Guilherme Mello, presidente e CEO da GE Transportation para a América Latina.

A GE Transportation investiu cerca de US$ 20 milhões para desempenhar o plano, que foi assinado em 2008 e com duração de cinco anos. Uma parcela desse valor aplicada foi direcionada ao desenvolvimento de 56 novos fornecedores locais.

A nacionalização também envolveu a criação de aproximadamente 1,1 mil postos de trabalho diretos e indiretos, além da capacitação de engenheiros para atuar no mercado ferroviário. O valor investido faz parte do volume tota l de mais de US$ 35 milhões em recursos a serem aplicados na fábrica de Contagem até o fim de 2013.

“Trabalhamos para que a nacionalização preencha lacunas em segmentos estratégicos na indústria nacional. Uma empresa global como a GE, com vasto conhecimento técnico e grandes parceiros globais, tem participação fundamental na incorporação de novas tecnologias e no desenvolvimento da cadeia produtiva, com benefícios para o setor ferroviário e para toda a infraestrutura brasileira”, afirma Heloísa Menezes, secretária do Departamento de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento.

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