Santos Brasil lança terminal de R$ 285 mi

A empresa amplia a capacidade de movimentação em 500 mil TEUs e atingindo a marca de 2 milhões de TEUs por ano

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Com investimento de R$ 285 milhões a empresa Santos Brasil, considerada uma das mais importantes prestadoras de serviços e operação portuária do Brasil, inaugurou ontem, em Santos (SP) a extensão do terminal de contêineres que amplia em 20% a estrutura do Tecon no Porto santista. Com isso, a empresa amplia a capacidade de movimentação em 500 mil TEUs e atingindo a marca de 2 milhões de TEUs por ano.

Com a ampliação, a empresa passa a contar com 980 metros contínuos de cais e 596 mil metros quadrados de área total. Outro investimento feito pelo grupo Santos Brasil foi a aquisição de novos aparelhos, que servirão para atender o aumento na demanda previsto para os próximos anos. “A conclusão do T4 e os investimentos em equipamentos de ultima geração reforçam o compromisso da Santos Brasil com o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro”, disse Wady Jasmim presidente da Santos Brasil.

Entre os novos maquinários adquiridos pela companhia estão seis guindastes (portêineres), todos vindos da China. Além disso, os produtos têm tecnologia inédita no continente americano, e operam simultaneamente dois contêineres de 40 pés ou quatro de 20, o que seria como o dobro da capacidade de operação dos outros guindastes da empresa.

Escala

Presente no lançamento da extensão da Santos Brasil, o ministro dos Portos Pedro Brito disse que a infraestrutura do Porto de Santos é comparável a de qualquer outro porto no mundo, e garantiu: “estamos dando mais capacidade ao Porto”. De acordo com o ministro, a capacidade dos portos nacionais deve ser ampliada e melhorada. “O Brasil precisa ter bons portos, tanto para importar quanto para exportar seus produtos. A questão portuária é uma prioridade, pois afeta diretamente o desempenho da economia.”

Brito também comentou que o setor portuário terá nos próximos anos mais investimentos do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC), além de poder atrair US$ 20 bilhões da iniciativa privada.

Também no evento, o presidente da Companhia das Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Roberto Serra, afirmou acreditar que a abertura de novas licitações para a criação de novos terminais de contêineres será positivo. “Isto atrai a competição e ela é essencial. Este é um modelo público de porto nacional com operação privada” afirmou ele. Em relação a criação de espaços nos portos para receber e hospedar turistas na Copa que será realizada no Brasil em 2014 e para as Olimpíadas de 2016, Serra emenda “Temos um projeto para atracar cruzeiros, como se fosse um grande hotel” concluiu ele .

O porto passará de 13 para 15 metros de profundidade com a dragagem de aprofundamento prevista pela Secretária Especial dos Portos (SEP), a começar a partir de 15 de fevereiro deste ano, através do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Isso permitirá a atracação de navios de até 9 mil Teus..

Para o governo, o Tecom Santos estará preparado para receber embarcações maiores, com a plena operação das novas máquinas. A expectativa é que a produtividade no terminal atinja a média de 90 contêineres movimentos por hora. Hoje, a média é de 55 movimentos e a maior classe de conteineiro que frequenta o porto tem capacidade nominal para 5.500 Teus. Desde que assumiu as operações do Tecom Santos – considerado o maior terminal de contêineres da América Latina -, há 12 anos, a Santos Brasil investiu cerca de R$ 2,2 bilhões em aquisições, expansões e novos equipamentos. A empresa opera também um dos maiores terminais de veículos (TEV) do País, também localizado no Porto de Santos, e mais dois terminais de contêineres: o Tecom Imbituba (SC) e Convicon (PA).

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