Governo do Pará apresenta projeto para remover os pedrais que atrapalham a hidrovia

Os pedrais e as eclusas da barragem de Tucuruí constituem, hoje, os principais entraves à operacionalização da hidrovia, que se tornará uma importante alternativa ao transporte da produção e insumos, interligando o sul do Pará e o centro-oeste brasileiro ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena

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A Hidrovia Araguaia-Tocantins começa a virar realidade. Foi apresentado nesta terça-feira, 19, em Brasília, o projeto executivo do derrocamento dos pedrais do Rio Tocantins, que permitirá a navegabilidade com segurança de embarcações de grande porte até o final de 2012. Os pedrais e as eclusas da barragem de Tucuruí constituem, hoje, os principais entraves à operacionalização da hidrovia, que se tornará uma importante alternativa ao transporte da produção e insumos, interligando o sul do Pará e o centro-oeste brasileiro ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena.

A obra estimada em R$ 520 milhões será realizada pelo governo federal em atendimento ao acordo formalizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, e a mineradora Vale para a verticalização do minério de ferro no Estado, o que vai atrair mais investimentos e gerar mais empregos ao sul paraense.

A versão final do projeto foi apresentada no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) pela Universidade Federal do Pará (UFPA), contratada para planejar o derrocamento dos pedrais. Participaram da reunião, o diretor-geral do DNIT, Luiz Antônio Pagot; o secretário adjunto de Estado de Integração Regional, César Queiroz; e o gerente geral de Projetos Siderúrgicos da Vale, Juarez Fernando Sigwalt, entre outros representantes dos órgãos federais e da empresa.

A concretização da hidrovia, um antigo sonho dos paraenses, está operacionalmente atrelada à construção da Plataforma Logística Intermodal de Transporte de Marabá pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Integração Regional (Seir), que proporcionará a conexão dos transportes aquaviário, ferroviário (Estrada de Ferro Carajás) e rodoviário (Rodovia Transamazônica). Já a Vale avista, com a hidrovia, a concretização da estrutura que subsidiará os negócios da siderúrgica Aço Laminados do Pará (Alpa), o empreendimento de custo inicial de R$ 3,3 bilhões que está sendo construído à beira do Tocantins.

Derrocamento – O coordenador do projeto pela UFPA, Hito Braga, explicou, em detalhes, como se dará o derrocamento dos pedrais com o uso de explosivos: o trabalho, que terá a duração de 13 meses, acontecerá no trecho de 43 quilômetros de extensão compreendido entre a ilha do Bogea e o município de Itupiranga, em 70 metros da largura de mais de 1 quilômetro do rio.

O coordenador de Manutenção e Operacionalização de Hidrovias do DNIT, Flávio Acatauassu, explicou que a eliminação dos pedrais permitirá a navegabilidade de navios com calado de no mínimo 2,5 metros e capacidade de carga de 19 mil toneladas. O derrocamento vai equiparar o calado da hidrovia ao das eclusas de Tucuruí, que é de até 3,5 metros

Segundo ele, as eclusas serão concluídas no segundo semestre deste ano, quando já será possível a navegabilidade de navios de grande calado apenas no período da cheia do Tocantins, entre os meses de janeiro a agosto. Fora do período chuvoso, o calado da hidrovia fica em 1,5 metro devido aos pedrais.

A UFPA vai apresentar o Relatório de Controle Ambiental (RCA) à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) até o próximo dia oito de fevereiro a fim de obter a licença de instalação da obra. A previsão é que o edital para a obra seja publicado em abril para que o derrocamento se inicie no próximo semestre.

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