MAN produzirá motores no País e projeta forte expansão

Os caminhões que chegarão ao País, dentro de dois anos, são extra pesados, um segmento de vendas anuais de cerca de 15 mil unidades, no qual a marca Volks ainda não participa

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A MAN Latin America, dona da Volkswagen Caminhões, projeta crescer 10% no ano em que iniciará a produção de dois modelos MAN no Brasil, segundo afirmou ao DCI o presidente da montadora, Roberto Cortes. Os caminhões que chegarão ao País, dentro de dois anos, são extra pesados, um segmento de vendas anuais de cerca de 15 mil unidades, no qual a marca Volks ainda não participa. De acordo com Cortes, a companhia quer abocanhar, desse total, cerca de 5 mil unidades. A atuação da empresa, hoje, é em pequenos, médios e pesados. As vendas anuais da empresa, atualmente, giram em torno de 45 mil a 46 mil unidades.

Devido ao crescimento esperado, a companhia também começará a produção de motores MAN no Brasil. Hoje, a empresa compra tanto da Cummins quanto da MWM. “Não iremos descontinuar nada [a compras das duas fabricantes], sempre será uma adição”, contou Cortes. De acordo com ele, os motores serão utilizados tanto nos caminhões da MAN que chegarão para produção local, quanto nos da Volkswagen Caminhões e Ônibus. “É um bom negócio e fortalecerá ainda a marca”, disse. A empresa possui planta produtiva em Resende, Rio de Janeiro.

Com a compra da Volkswagen Caminhões pela também alemã MAN há um ano, a marca da Volks está se fortalecendo, segundo Cortes. “Isso naturalmente valoriza o preço do usado”, salientou o executivo. “A marca da Volkswagen Caminhões e Ônibus continua e ela se fortalece por fazer parte da MAN, que escolheu o Brasil para fazer parte de seu processo de internacionalização”, concluiu.

Mesmo com os caminhões MAN não serem ainda produzidos no Brasil, a empresa já verifica suas vendas alavancarem. Em novembro, a empresa fechou com vendas internas de 4.104 caminhões e 655 para o mercado de exportações. O destaque, conforme contou com exclusividade o presidente da MAN Latin America, foi a venda de 742 unidades para três empresas: a distribuidora de atacado Arcom, a fabricante de bebidas Schincariol e a transportadora RTE Rodonaves. Com esse volume, a companhia registrou o melhor mês de novembro de sua história. “Hoje já estamos operando a níveis pré-crise”, disse o executivo, lembrando que a queda em meses como dezembro do ano passado e janeiro deste ano foi de aproximadamente 50%. A expectativa para os dois últimos meses do ano é ainda de crescimento de vendas.

Essa melhora mensal dos fabricantes de caminhões, anotada principalmente a partir do segundo semestre, garantirá uma retração menor do que a aguardada pelo mercado. A projeção é que as produtoras finalizem o ano com queda de 10% na comparação com o ano anterior. Já a MAN da América Latina estima que cairá um pouco menos: cerca de 8%. “Isso porque estamos ganhando participação de mercado”, destacou o executivo.

Por conta disso, o plano de investimentos confirmado pela montadora já começou nesse ano. O volume dos aportes será, até 2013, de R$ 1 bilhão.

Incentivo

As medidas do governo federal foram fundamentais para a recuperação do setor, segundo o presidente da MAN Latin America. De acordo com ele, as conversas com o governo estão sendo mantidas, assim como a monitoração do setor. No fim de novembro foi anunciado a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a venda de caminhões até o fim de junho de 2010.

“Se continuar a retomada da economia e os incentivos do governo, essa trajetória do setor continuará e há chances que em 2010 haja recuperação dos níveis obtidos em 2008”, disse Cortes.

Mercado

As projeções para a indústria automobilística para o próximo ano serão divulgadas, amanhã, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A expectativa também é se associação revisará, mais uma vez, a estimativas para 2009. Até o momento, a entidade prevê aumento de vendas no mercado interno de 6,4% e queda da produção de 5,2%.

Na Alemanha, onde está localizada a matriz, da MAN, a entidade responsável já antevê um próximo ano difícil.

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