Exportações têm melhor resultado do ano no Ceará

Resultado representa alta de 14,47% em relação a setembro. É o quarto maior valor na região Nordeste, atrás da BA, MA e PE

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Outubro foi o melhor mês para as exportações do Ceará este ano. Foram embarcados US$ 106,8 milhões em produtos do Estado para o exterior, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgadas ontem.

Para o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Fiec, Eduardo Bezerra, o resultado mostra que a crise econômica global está passando. Ele, no entanto, alerta: “A crise ainda não passou, mas a demanda nos países que importam está aquecida”. A cifra representa crescimentos de 14,47% em relação a setembro e de 3,70% ante outubro do ano passado. É também o quarto maior valor na região Nordeste, atrás da Bahia (US$ 773,4 milhões), Maranhão (US$ 116,9 milhões) e Pernambuco (US$ 107,7 milhões).

De janeiro a outubro, o Estado alcançou US$ 869,2 milhões em exportações, queda de 18,55% na comparação com igual período do ano passado. Este é o terceiro melhor resultado no Nordeste, perdendo para Bahia (US$ 5,7 bilhões) e Maranhão (US$ 1,087 bilhão). Na análise de Bezerra, a meta para ultrapassar o patamar de US$ 1 bilhão em vendas ao exterior continua valendo. A expectativa do economista é que em novembro os negócios internacionais continuem em ritmo de alta. “O mais provável é que novembro apresente exportação superior a outubro”, projeta. “Há tendência de crescimento”.

No País, as exportações alcançaram no mês US$ 14,082 bilhões, 20,3% abaixo de igual período de 2008.

Importações

As compras do Ceará somaram em outubro US$ 83 milhões, recuo de 18,30% ante igual mês do ano passado. Nos dez meses, as importações totalizam US$ 1 bilhão, retração de 19,91% em relação a igual período de 2008.

Segundo Bezerra, a queda decorre do atraso nos leilões de energia eólica. “As empresas de instalações de usinas eólica não têm segurança do que vai acontecer. Enquanto o leilão não for concluído, não compram um alfinete”. No País, as importações somam US$ 12 bilhões, 1,8% maior que setembro e 22% menor que outubro de 2008.

Balança comercial

A diferença entre exportações e importações do Ceará resulta em superávit de US$ 23,7 milhões. Para os dez meses, déficit de US$ 144,2 milhões. No País, a balança de outubro registrou saldo positivo de US$ 1,328 bilhão. No ano, superávit de US$ 22,5 bilhões, alta de 7,5%.

Balanço

869 milhõeS DE dólares é o valor acumulado das exportações cearenses nos dez primeiros meses deste ano, queda de 18,55% ante igual período do ano passado

REAL VALORIZADO

Câmbio forte anima compra e reduz venda

Brasília A valorização do real ante o dólar tem afetado os resultados da balança brasileira nos dois sentidos da corrente de comércio. Além de estimular as importações de bens de consumo e insumos industriais, impede que o País recupere mercados importantes, que sofreram forte retração na crise e agora começam a crescer. “Nos EUA e na América Latina, tivemos quedas muito grandes e não estamos conseguindo retomar em boa parte por causa do câmbio”, reconhece o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. E no momento, o maior adversário do país é a China.

Enquanto o país asiático mantém rígido controle sobre a cotação do yuan para manter a competitividade das exportações, o Brasil se esforça para conter o avanço do real por meio da taxação do capital estrangeiro. “Temos de tomar medidas mais imaginativas, mas sem comprometer a credibilidade da economia brasileira´´, diz Barral, considerando insuficiente a cobrança de 2% de IOF sobre parte dos investimentos estrangeiros.

Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, a margem de manobra do governo é pequena para o problema. “A moeda se valorizou tanto que a estratégia tem de mudar; o Banco Central não pode continuar a reboque do mercado”, diz.

COM O NATAL

Entrada de importados avança

Neste fim de ano, a lista de presentes dos brasileiros deverá incluir mais produtos oriundos de outros países, preveem economistas

São Paulo. Com o crescimento do emprego e da renda, a inflação sob controle e taxas de juros menores, o consumidor está mais disposto a comprar mais neste fim de ano. E mais itens importados devem fazer parte da lista de compras dos brasileiros no Natal.

A oferta das mercadorias importadas deve aumentar, segundo preveem os economistas, por causa da queda da demanda mundial e em razão de as sobras da produção serem direcionadas para os países com maior potencial de consumo, dentre eles o Brasil. Supermercados e redes varejistas que comercializam eletrodomésticos afirmam que a venda de itens importados deve crescer neste ano. “Produtos como castanhas, vinhos importados e eletroeletrônicos estão com preços favorecidos pela baixa cotação do dólar. No ano passado, no fim do ano, a moeda estava na casa dos R$ 2,40. Neste, ao redor de R$ 1,70”, diz José Roberto Tambasco, vice-presidente executivo do grupo Pão de Açúcar. (CAROL DE CASTRO-REPÓRTER Diário do Nordeste)

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