Credores tentam impedir venda da Chrysler para a Fiat

Os três fundos de pensão estaduais, que detêm cerca de US$ 42 milhões da dívida de US$ 6,9 bilhões da Chrysler, argumentam que a venda beneficiaria ilegalmente outros credores da companhia

No acumulado, a líder é a Mercedes-Benz
Porto do Recife abre proposta
Produção de veículos avança pelo 2º mês e deve subir 10%

Fundos de pensão do estado norte-americano de Indiana e grupos de consumidores pediram ontem à Suprema Corte dos Estados Unidos a suspensão da venda da montadora Chrysler para a Fiat. Os pedidos, que levaram a batalha legal para a mais alta esfera judicial norte-americana, foram feitos dois dias após a corte de apelações de Nova Iorque ter aprovado a transação.

Os três fundos de pensão estaduais, que detêm cerca de US$ 42 milhões da dívida de US$ 6,9 bilhões da Chrysler, argumentam que a venda beneficiaria ilegalmente outros credores da companhia. Os fundos também alegam que o governo norte-americano, que realizou empréstimos emergenciais à montadora até o fim de abril e financiou o seu pedido de concordata, teria usado indevidamente recursos do programa Tarp (Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês) – destinado a resgatar o sistema financeiro.

A coalizão de grupos de consumidores, por sua vez, argumenta que os termos aplicados ao acordo protegerão a “Nova Chrysler” de ações judiciais das pessoas que já compraram carros da marca.

Andamento – A juíza Ruth Bader Ginsburg, que recebeu o pedido dos fundos de Indiana, pode atuar de “motu proprio” – por iniciativa própria – ou enviar o caso ao plenário da Suprema Corte, formada por nove magistrados.

Uma suspensão prolongada no negócio poderá colocar em risco não apenas o destino da montadora, mas também prejudicaria os esforços do presidente dos EUA, Barack Obama, em salvar a Chrysler e a General Motors, que também está em concordata.

A principal esperança para uma recuperação rápida da Chrysler está na aliança com a Fiat.

Esperança – Os italianos prometeram compartilhar suas plataformas de carros pequenos e motores mais eficientes com a montadora norte-americana, em troca de uma participação inicial de 20% do seu capital. A Fiat, no entanto, pode desistir da operação se um acordo não for fechado até a próxima segunda-feira, dia 15. Isso forçaria a liquidação da Chrysler, resultando na extinção de 54 mil empregos no mundo, dos quais 38 mil nos EUA.

COMMENTS