Carne de SC volta a ser do tipo exportação

Com o anúncio feito ontem pelo governador do Estado, Luiz Henrique da Silveira, SC volta a disputar uma fatia da cota de exportação de carne suína brasileira à Rússia, hoje em torno de 180 mil toneladas

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Os produtores de carne suína de SC finalmente têm o que comemorar. Amargando prejuízos desde 2006, quando os russos fecharam as portas para a carne catarinense, o setor agora retoma as vendas para aquele país, abre o mercado chileno e ainda avança nas tratativas com EUA, Filipinas e União Europeia.

Com o anúncio feito ontem pelo governador do Estado, Luiz Henrique da Silveira, SC volta a disputar uma fatia da cota de exportação de carne suína brasileira à Rússia, hoje em torno de 180 mil toneladas. Aquele país vem sendo abastecido por Rio Grande do Sul, Goiás e Minas Gerais. SC, que já vendia, em média, 16 mil toneladas de carne suína por mês para a Rússia, deve retomar as vendas num patamar de pelo menos metade disso, ou seja, oito mil toneladas mensais.

Acompanhado do secretário da Agricultura, Antônio Ceron, do presidente da Federação da Agricultura de SC (Faesc), Zeferino Pedrozo, e do diretor executivo do Sindicarne, Ricardo Gouvêa, Luiz Henrique disse que poderá faltar carne suína em 12 meses se todos os novos mercados forem consolidados.

– Tudo isso tem a ver com o fato de SC ser o único estado livre de aftosa sem vacinação – lembrou Luiz Henrique.

Segundo Pedrozo, os produtores finalmente vão receber o bônus do esforço para manter os rebanhos livres sem vacinação.

– Chegamos a vender, num mês, 22 mil toneladas para a Rússia, cerca de US$ 60 milhões. Ficamos três anos sem esse mercado – afirmou.

Preço pode subir para o consumidor

Se tivesse continuado a vender para a Rússia, teria entrado em SC US$ 1,3 bilhão, de acordo com o secretário Ceron.

– As expectativas são boas, mas o momento é ruim. Em 2005, o produtor recebia R$ 2,50 pelo quilo do animal vivo. Hoje o valor caiu para R$ 1,65. A cadeia toda tem prejuízo, mas só este anúncio já vai ter repercussão no preço pago ao produtor. Isso pode aumentar o preço da carne suína para o consumidor também – admitiu ele.

Gouvêa explicou que SC já exportou 200 mil toneladas para a Rússia num ano, mais do que a atual cota brasileira inteira. Em 2008, contudo, o Estado exportou 150 mil toneladas no total, sem a Rússia. Em maio deste ano, as vendas para todos os mercados já atingiram 50 mil toneladas.

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