Porto do Recife abre proposta

Hoje, a Secretaria Especial dos Portos (SEP) vai abrir, às 11h em Brasília, o envelope da empresa que foi habilitada nas demais fases da licitação

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O Porto do Recife passou mais um ano esperando a dragagem, que deverá ser iniciada em fevereiro de 2009. Hoje, a Secretaria Especial dos Portos (SEP) vai abrir, às 11h em Brasília, o envelope da empresa que foi habilitada nas demais fases da licitação. “A surpresa deverá ser o preço, porque só uma companhia chegou a última fase da concorrência”, afirmou o presidente do Porto do Recife, Alexandre Catão. O valor estimado para fazer o serviço é de R$ 29,1 milhões.

A expectativa de quem está acompanhando a licitação é que a empresa apresente um preço mais baixo do que o estimado pelo governo federal para fazer o serviço. Os recursos serão bancados pelo governo federal, via SEP. É a primeira licitação de uma dragagem que chega ao final com os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – que tinha o objetivo de destinar, desde o ano passado, mais de R$ 1 bilhão para fazer dragagens nos principais portos do País.

A empresa que deve ser declarada vencedora da licitação para fazer a dragagem do Porto do Recife é a Somar, companhia holandesa que tem experiência na área de dragagem, segundo Catão. Hoje, será aberto apenas o envelope com a proposta do preço do serviço. A Somar foi a única habilitada nas outras fases da concorrência, que contou com a participação de cinco participantes.

A licitação foi iniciada no dia 28 de setembro e a expectativa inicial era que o serviço fosse iniciado este mês, o que não ocorreu. Serão dragados 2,1 milhão de metros cúbicos de detritos. A expectativa é que a atual dragagem seja realizada em quatro meses.

“O primeiro local dragado será o terminal açucareiro. Depois, os terminais 5 e 6, porque aí ficam três berços para atender a movimentação do açúcar”, comentou Catão. O açúcar é a principal carga movimentada no Porto do Recife. Na última safra, passaram por lá cerca de 800 mil toneladas do produto.

Nos últimos dez anos, a movimentação no Porto variou entre 2,1 milhões de toneladas de carga e 2,3 milhões. Não há perspectiva de crescimento para o porto sem a realização da dragagem. Nos últimos 20 anos, o porto não teve uma dragagem para aumentar a profundidade da área de atracação da estatal.

Com o assoreamento (diminuição da profundidade na área de atracação), o Porto só estava recebendo navios com 30 mil toneladas de porte bruto (TPB), sigla que é igual ao peso do navio mais a quantidade de carga. Depois da dragagem, a estatal poderá receber embarcações com 50 mil TPBs. Isso significa que os usuários do porto poderão trazer a carga em navios maiores, fazendo, proporcionalmente, o frete do produto ficar mais barato.

Atualmente, alguns usuários do porto contratavam um navio de 50 mil TPB, mas só podiam trazer 30 mil TBP por causa da falta de profundidade da área de atracação e isso provoca um custo maior para o operador portuário. Na gestão passada, o governo do Estado tentou fazer uma dragagem que tornou-se uma verdadeira dor de cabeça para o Porto do Recife e não foi concluída.

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