Empresas automobilísticas estão pensando duas vezes antes de demitir, diz Lupi

"Não é razoável nem inteligente uma empresa receber dinheiro público para se recuperar, para investir e demitir o trabalhador", disse Carlos Lupi

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Depois de serem advertidas em janeiro por demitir funcionários mesmo recebendo financiamentos do governo, as empresas automobilísticas agora “pensam duas vezes” antes de adotar a estratégia da demissão em massa. A afirmação é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro.

“O dinheiro é público e é de todos. É do empresário, mas é também do trabalhador. Não é razoável nem inteligente uma empresa receber dinheiro público para se recuperar, para investir e demitir o trabalhador. Ela está agravando o problema porque, com menos trabalhador, menos salário, menos dinheiro circulando, menor número de pessoas comprando, isso diminui o lucro da empresa. Se ela mantiver o emprego, mantém o poder aquisitivo. É uma questão de racionalidade.”

Lupi lembrou que o governo deve tratar agora das revendedoras de carros usados, uma vez que a redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) impulsionou a venda de carros novos no país. A expectativa do ministro é de que, na próxima semana, medidas diretas para o setor sejam anunciadas. “O carro usado ficou com o preço alto. Temos que cuidar, porque são 600 mil empregos, direitos e indiretos”, disse. As 42 mil revendedoras brasileiras de automóveis representam 600 mil empregos diretos e indiretos.

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