ALL busca clientes da Ryder no Mercosul

O volume é três vezes superior ao realizado em 2005, quando a companhia reestruturou sua unidade rodoviária e focou em operações de maior rentabilidade, como as dedicadas ao cliente

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Mesmo assolado por toda crise que atinge o setor automotivo com consequências na queda de volumes e outrosesdobramentos  negativos,   segmento de transporte rodoviário de autopeças na América Latina Logística (ALL) atingiu 750 viagens redondas no mês de dezembro na rota Brasil- rgentina. O volume é três vezes superior ao realizado em 2005, quando a companhia reestruturou sua unidade rodoviária e focou em operações de maior rentabilidade, como as dedicadas ao cliente.

O gerente da operação no Mercosul, Gabriel Lima, disse que este volume poderá ser maior ainda com a saída da Ryder Logística do mercado. “Estamos trabalhando junto aos clientes da Ryder e participando de todas as tomadas de preço. A expectativa é que deveremos aumentar o movimento em cerca de 500 carregamentos por mês”, disse Lima, acrescentando que a Ryder realizava operações logísticas para a Iveco, Toyota e GM na Argentina.

Com os novos volumes, segundo o executivo, a ALL conseguirá reverter a queda de transporte para as montadoras atendidas. “Prevemos uma pequena queda na movimentação. As montadoras que atendemos estão se adequando ao mercado.”

Em janeiro, a ALL realizou 580 carregamentos na rota do Mercosul. “Mas em fevereiro a tendência é que as montadoras aumentem o ritmo de produção”, disse Lima. A expectativa, segundo ele, é de uma movimentação de até 700 carregamentos no mês de fevereiro.

A ALL tem como clientes a GM, Renault e Scania. Lima acrescentou que a atividade rodoviária da ALL representa cerca de 10% do faturamento da companhia. No terceiro trimestre do ano passado, o Ebitda dos serviços rodoviários cresceu 25,5%, passando para R$4,1 milhões, e a margem Ebitda atingiu 12,2%.

A melhora de margem reflete o processo de descontin u a ç ã o d e o p e r a ç õ es não-rentáveis, assim como as novas operações contratadas a partir de 2005. No acumulado de janeiro a setembro, o Ebitda da unidade aumentou 46,3%, passando de R$9,7 milhões para R$14,1 milhões, enquanto que a margem Ebitda cresceu 2,6%, chegando a 13,7%, O volume, medido em quilômetros remunerados (KR), aumentou 15,1% no trimestre e 16,2% de janeiro a setembro, devido principalmente ao início dos novos fluxos para a GM. A receita bruta cresceu 11,4% no terceiro trimestre, alcançando R$37,5 milhões, enquanto que a tarifa média caiu 3,2% no trimestre devido a mudanças no mix. Nos nove meses de 2008 a receita bruta foi de R$115,0 milhões.

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