Portos do Paraná fecham 2008 com elevação de 18% na receita cambial

O resultado foi de US$ 14,02 bilhões em receita gerada com as exportações contra US$ 11,79 bilhões registrados em 2007

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O Porto de Paranaguá encerrou o ano de 2008 com um crescimento de 18,91% na receita cambial. O resultado foi de US$ 14,02 bilhões em receita gerada com as exportações contra US$ 11,79 bilhões registrados em 2007. Com isso, o terminal paranaense ocupa a terceira colocação no comparativo dos portos brasileiros que mais exportaram no ano passado, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“O esforço conjunto de todos os setores ligados ao porto – através da competência dos nossos funcionários, dos operadores, empresários e dos terminais portuários dos portos de Paranaguá e Antonina – foi responsável pela receita cambial gerada”, analisa o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Daniel Lúcio Oliveira de Souza.

“Apesar da crise internacional, que atinge a todos, mas com a visão de um porto multicargas, implementado pelo ex-superintendente Eduardo Requião, reduzimos os impactos”, acrescentou.

Segundo o dirigente, a proposta para 2009 é investir na competitividade. “Temos trabalhado dentro das diretrizes do governo Roberto Requião de capacitar os nossos portos em termos de competitividade, fato que, em nosso entendimento, será o grande diferencial para superarmos a crise e mantermos os portos entre os principais do país”, disse o superintendente.

No ano passado os portos paranaenses movimentaram 33 milhões de toneladas de mercadorias. O volume foi 13,6% menor do que o registrado em 2007 e foi causado principalmente pela queda das exportações de milho. As vendas externas, no entanto cresceram. Em 2007, foram exportados 4,7 milhões de toneladas do produto contra 1,8 milhão de toneladas em 2008.

Em 2007 o país registrou volumes extraordinários de exportação do grão, com 10,9 milhões de toneladas embarcadas. A expectativa de repetir a mesma performance em 2008 não se concretizou e o Brasil teve uma queda de 42% nos embarques dos portos nacionais. O Porto de Paranaguá, maior escoador do produto no país, sentiu esses reflexos e registrou baixa de 60% nas exportações do grão.

“A queda nas exportações brasileiras em 2008, de um modo geral, deveu-se a diferentes fatores. O milho é produzido, principalmente, para atender ao mercado interno tanto para alimentação humana como para abastecer a produção de aves. Atualmente, quase 80% do milho produzido no Brasil são para consumo interno. As exportações do produto são uma alternativa para a comercialização do excedente” disse a engenheira agrônoma Margorete Demarchi, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná.

Segundo Margorete, em 2007 o excedente foi recorde e as exportações mantiveram-se em alta, situação que não se repetiu no ano passado. “O milho é uma commoditie que, diferente da soja, não tem uma regularidade nas exportações e desde 2001 o Brasil tem uma oscilação muito grande nos volumes embarcados, chegando a exportar apenas um milhão de toneladas de milho em 2005”, explicou.

DESTAQUES

Um dos destaques nas exportações em 2008 no Porto de Paranaguá foi o açúcar, que registrou alta de 28% no comparativo com o ano anterior. A Pasa Operações Portuárias – formada por usinas sucroalcooleiras do Norte do Paraná – é a principal exportadora de açúcar no Porto de Paranaguá e 90% dos seus embarques são de produtos colhidos no Estado.

De acordo com informações da empresa, o crescimento de 28% nas exportações de açúcar já era previsto. No início de cada ano, a Pasa traça seu plano de safra junto com o setor produtivo que abastece o terminal. A estratégia é uma forma de se antecipar à demanda do consumo, e a meta para 2009 é aumentar em 10% as exportações de produto por Paranaguá.

As exportações de contêineres também foram representativas e mantiveram-se estáveis em relação ao ano anterior: 297.301 unidades exportadas. A exportação de contêineres é um dos fatores que contribuíram para o crescimento da receita cambial da Appa, uma vez que são exportadas em contêineres cargas com maior valor agregado.

IMPORTAÇÕES

As importações de veículos pelo Porto de Paranaguá registraram alta de 35% em 2008. Foram 80.503 veículos importados pelo terminal, contra 59.546 no ano anterior. A crise financeira mundial, que teve início nos Estados Unidos no segundo semestre de 2008, fez com que as exportações de veículos recuassem e a Appa fechou o ano com queda de 28% nas exportações de carros.

A crise financeira também fez cair a importação de fertilizantes pelo Porto. Com a queda brusca nos preços, os importadores diminuíram o ritmo dos negócios e o Porto de Paranaguá fechou 2008 com movimentação de 5,9 milhões de toneladas do produto. Apesar da queda de 20% nas importações de fertilizantes em relação a 2007, o Porto continua sendo o principal portão de entrada de fertilizantes no Brasil.

BALANÇO de 2008

Total geral: 33.005.270 toneladas

– Cargas exportadas: 22.147.591 toneladas
– Cargas importadas: 10.857.679 toneladas
– Share das exportações
– Granel sólido: 63%
– Carga geral: 25%
– Granel líquido: 12%
– Share das importações
– Granel sólido: 63%
– Carga geral: 24%
– Granel líquido: 13%
– Destaques
– Exportação de açúcar
– 2008: 2.825.146 toneladas
– 2007: 2.206.705 toneladas
– Variação: 28%
– Exportação de contêineres
– 2008: 297.301 TEUs
– 2007: 298.992 TEUs
– Variação: – 0,57%
– Importação de cevada
– 2008: 271.564 toneladas
– 2007: 189.782 toneladas
– Variação: 43%
– Importação de veículos
– 2008: 80.503 unidades
– 2007: 59.546 unidades
– Variação: 35%
– Receita cambial
– 2008: US$ 14,02 bilhões
– 2007: US$ 11,79 bilhões
– Alta de 18,91%

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