Empregados da Randon vão trabalhar menos

Dos 4,7 mil empregados de todas as áreas e níveis hierárquicos, 4,2 mil participaram da votação realizada durante toda terça-feira, nos turnos da manhã, tarde e noite

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Com um índice de 82,6%, funcionários de cinco empresas do Grupo Randon, de Caxias do Sul (RS) responderam “sim” a proposta para a redução de cinco dias de trabalho nos meses de fevereiro, março e abril. Dos 4,7 mil empregados de todas as áreas e níveis hierárquicos, 4,2 mil participaram da votação realizada durante toda terça-feira, nos turnos da manhã, tarde e noite. A flexibilização será iniciada no próximo dia 2 de fevereiro. Pela proposta, a Randon pagará 50% das horas não trabalhadas.

Líquidos e vagões

Uma das cláusulas previstas no Contrato Coletivo de Trabalho previa utilizar o regime de flexibilização, sendo que a aprovação teria que alcançar um índice mínimo de 62%. De acordo com a gerente corporativa de Recursos Humanos da Randon, Maria Tereza Casagrande, todo processo de votação foi acompanhado por um representante do sindicato dos trabalhadores.

“Foi a vitória do bom senso”, observou a gerente de RH, “Nós estamos felizes porque os funcionários souberam entender a situação real que a empresa vive, embora o ideal seria que as fabricas estivessem trabalhando a pleno”, disse, para logo em segu i d a emendar: “Foi o melhor que se pôde fazer para passar este período turbulento sem demissões”.

De acordo com Casagrande, algumas áreas consideradas essenciais dentro das empresas — como a financeira, por exemplo — adotarão o recurso de plantão. ”Duas áreas dentro da divisão de implementos, a de produção de tanques para transporte de líquidos e de vagões ferroviários, não participaram da votação”, explica a executiva.

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