Trilhos da Norte-Sul chegam ao Tocantins

O presidente da Norte-Sul e diretor de departamento de logística norte da Companhia Vale do Rio Doce, Zenaldo Oliveira, disse que a expectativa é transportar mais de 2 milhões de toneladas de carga no próximo ano com a operação desse novo trecho

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As obras da Ferrovia Norte-Sul (FNS), a chamada ferrovia do Sarney, estão a todo vapor. Hoje, será inaugurado mais um trecho de 252 quilômetros completando 452 quilômetros de linha férrea entre os municípios de Açailândia (MA) e Colinas do Tocantins (TO). Anteriormente, a FNS era operada apenas no Maranhão, em um trecho de 200 quilômetros interligando os municípios de Açailândia e Porto Franco.

O presidente da Norte-Sul e diretor de departamento de logística norte da Companhia Vale do Rio Doce, Zenaldo Oliveira, disse que a expectativa é transportar mais de 2 milhões de toneladas de carga no próximo ano com a operação desse novo trecho. Nos 200 quilômetros operados pela Vale, são movimentados 1,7 milhão de toneladas de cargas, a maioria grãos.

“É uma região muito carente em soluções logísticas e por isso há uma grande demanda reprimida. Com a Ferrovia Norte-Sul haverá uma alternativa de exportação que é o Porto de Itaqui no Maranhão, com a conexão com a Estrada de Ferro de Carajás. Isso faz cair o custo logístico para a região”, disse Oliveira. Segundo o executivo, o porto terá mais um berço de atracação para carga geral no médio prazo. “A idéia é que este berço esteja pronto já em 2009”.

O corredor de transporte que surgirá com a conclusão da FNS compreenderá os estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, sul do Pará e nordeste do Mato Grosso. “Além de contribuir para fomentar o agronegócio, o investimento da Vale criará uma logística competitiva para grãos (soja, arroz e milho), carnes (suínos, bovinos e aves), combustíveis (álcool, biodiesel, diesel e gasolina) e fertilizantes. A ferrovia contribuirá, também, para o desenvolvimento portuário decorrente do crescimento da movimentação de produtos para exportação”.

A expectativa é a geração de cerca de 50 mil postos de trabalho ao longo da Ferrovia Norte-Sul em diversas áreas decorrentes dos investimentos que serão gerados para a utilização da infra-estrutura deste corredor logístico. “A ferrovia será um indutor do desenvolvimento na região, pois trará uma opção logística tanto para o transporte para o mercado interno quanto para exportação. E isso vai atrair empresas “, ressaltou Oliveira.

O executivo acrescentou que pelos trilhos da ferrovia serão transportados grãos, principalmente soja, fertilizantes e combustível. “Para estruturar o transporte na região, a Vale está fazendo parcerias com clientes na compra de vagões e na construção dos terminais”, afirmou.

Atualmente a Ferrovia Norte-Sul opera com seis locomotivas e 360 vagões. No plano de negócios da ferrovia até 2012 estarão trafegando pelos trilhos da Norte-Sul 47 locomotivas e 1,5 mil vagões. Em 2013 o movimento será de 8 milhões de toneladas de carga.

“Parte dos equipamentos serão de clientes, já que alguns estão colocando alguns ativos. E estamos estruturando parcerias com empresas para a construção dos terminais de transbordo de cargas ao longo da ferrovia”, explicou. Segundo o executivo, ao longo do trecho da Ferrovia Norte-Sul haverá sete terminais de clientes como Cargil, Bunge, Ceagro, Multigreen e ABC. “Estamos negociando possíveis investidores para a implementação do terminal de Colinas”, disse o executivo.

Oliveira ressaltou que a Vale investirá ao longo da construção da ferrovia R$ 66 milhões em ativos. A construção fica a cargo da Valec, empresa federal responsável por todos os projetos ferroviários do País. “No leilão para a subconcessão desse trecho da Norte-Sul, nós pagamos R$ 1,478 bilhão à Valec, que construirá toda a ferrovia”, disse o executivo.

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