Redução no custo do frete ainda é incerta

O dirigente destaca que, em período de safra, com grande produção, já ocorreram casos de o frete ser reajustado em até 100%

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A redução no preço do diesel pode nem chegar a ter reflexos no custo do frete. Luiz Anselmo Trombini, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar), diz que ainda é cedo para falar em redução de custo. “O que determina o valor do frete ainda é a oferta e demanda, a produção versus a disponibilidade de caminhões, relação que ganha ainda mais força num estado agrícola como o Paraná.”

O dirigente destaca que, em período de safra, com grande produção, já ocorreram casos de o frete ser reajustado em até 100%. Ele admite, no entanto, que a medida vai trazer benefícios às transportadoras e também ao embarcador. “Como o diesel representa, em média, 50% do custo, o combustível mais barato confere mais flexibilidade à negociação dos contratos.”

Para o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas o Estado do Paraná (Setcepar) se o frete ficar congelado já será um bom negócio. Luiz Carlos Podzwato, superintendente da entidade, descarta a possibilidade da redução generalizada. Na sua avaliação, o diesel mais barato vai apenas compensar a defasagem acumulada pelo setor, provocada pela alta no preço de outros insumos. Ele cita como exemplo o pneu, que entre setembro e novembro do ano passado teve um aumento de 30%, custo que ainda não teria sido repassado à planilha.

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