Desvalorização do real favorece a Ford

O gerente de desenvolvimento da Ford na América do Sul, João Antonio da Silva Filho, disse que o com a desvalorização do real frente ao dólar o País se tornou muito atrativo, já que será mais barato desenvolver e testar protótipos nas unidades brasileiras

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Com a nova postura de apertar os cintos, a Ford Motors está avaliando todos os centros de desenvolvimentos do mundo para globalizar as engenharias. O Brasil, que hoje mantém o terceiro centro da montadora, deverá atrair projetos de outra unidades. O gerente de desenvolvimento da Ford na América do Sul, João Antonio da Silva Filho, disse que o com a desvalorização do real frente ao dólar o País se tornou muito atrativo, já que será mais barato desenvolver e testar protótipos nas unidades brasileiras.

“A Ford está desenvolvendo uma planilha de custos de todas as unidades de planejamento e teste. Como aqui os custos ficaram bem mais baixos com a alta do dólar, provavelmente projetos que seriam testados em outros centros virão para cá”, disse Filho, durante as comemorações dos 30 anos do Campo de provas da Ford em Tatuí, no interior de São Paulo.

O executivo confirmou que todos os investimentos para a Ford Brasil, cerca de R$ 3,4 bilhões, estão garantidos até 2012. “A maior parte desses recursos serão aplicados na área de desenvolvimento. Vamos tocando o barco, até porque trabalhamos cerca de três anos à frente das outras unidades da montadora. Um crise para nos atingir tem que perdurar por muito tempo. Os projetos que estamos desenvolvendo serão lançados daqui a alguns anos. Crise, não sabemos o que significa”, disse João Filho, que comanda um time de 117 engenheiros e surpervisores no campo de provas de Tatuí.

Em Tatuí a Ford já realizou 150 milhões de testes nas três décadas de operação. Hoje, a unidade tem capacidade para realizar cerca de 5 milhões de quilômetros de testes em novos veículos por ano. “Nossa capacidade já está perto da saturação. Em áreas como nos laboratórios de verificação de emissões, durabilidade e testes de alta velocidade, estamos trabalhando em três turnos e com a capacidade no topo”, disse o gerente do campo de provas, Nilton Monteiro.

Segundo ele, hoje estão em testes na unidades cerca de 100 veículos. “Aqui realizamos todas as avaliações previstas nas legislações brasileiras, como normas para emissões, durabilidade e segurança dos veículos”, disse Monteiro.

O campo de provas ocupa uma área de 4,66 milhões de metros quadrados e tem 50 quilômetros de pistas. “Temos capacidade para realizar testes em pisos de terra, em estradas esburacadas e também em pistas com inclinações de até 30°. O único teste que não realizamos nesta unidade é o de alta velocidade, pois, ainda não possuímos uma pista oval para este fim”, disse o executivo.

Monteiro afirmou que em Tatuí trabalham cerca de 800 funcionários, sendo 117 engenheiros. “Temos em nossos quadros 250 motoristas e o treinamento desses profissionais dura cerca de seis meses. Há pistas que precisamos de pessoas experientes para realizar os testes”, disse Monteiro.

Foi no campo de Tatuí, que a Ford testou o primeiro motor a álcool do País e é o único na América do Sul projetado para o desenvolvimento de caminhões.

Além de Tatuí, a Ford mantém mais quatro campos no mundo, um na Bélgica, dois nos EUA e um na Austrália. “Estamos entre os melhores do mundo e vamos intensificar nossos investimentos para sermos alternativa para a Ford”.

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