Terminal bate recorde na movimentação de cargas

O crescimento é fortemente puxado pelo comércio de peças e componentes automotivos

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CURITIBA – Além do terminal de passageiros do aeroporto Afonso Pena, o terminal de cargas também já atingiu a capacidade projetada. O aumento no fluxo de transporte aéreo de produtos foi significativo nos últimos meses e pressiona a estrutura. No comparativo com o primeiro semestre do ano anterior, a movimentação em 2008 aumentou 20% na importação e 22% na exportação. O crescimento é fortemente puxado pelo comércio de peças e componentes automotivos. O superintendente do aeroporto, Antonio Filipe Barcellos, acredita que a necessidade de obras no terminal de cargas é ainda mais urgente do que no espaço para passageiros. A ampliação da unidade de mercadorias – a primeira inaugurada no Brasil, em 1974 – está prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e está em fase de licitação. Com ela, a área do terminal saltará dos atuais 15,2 mil metros quadrados para 20,1 mil metros quadrados.

Em julho, a unidade bateu o recorde mensal de importação e receita. Foram 2 milhões de toneladas e R$ 3,1 milhões. Atualmente, o terminal é o quinto mais importante dos 34 existentes no país (atrás apenas dos de Guarulhos; Viracopos, em Campinas; Galeão, no Rio, e Eduardo Gomes, em Manaus). Há um ano, três empresas faziam vôos cargueiros regularmente. Agora, cinco empresas operam com linhas fixas no Afonso Pena. A companhia alemã Lufthansa ampliou a operação cargueira na unidade em julho, passando a ter dois vôos por semana.

O fluxo e o aumento no número de vôos só confirmam que há a demanda pelo transporte aéreo de cargas. Dados da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) apontam que apenas 3% dos produtos industrializados exportados pelo Paraná por via aérea saem do Afonso Pena, encarecendo o custo final com o frete rodoviário para outros aeroportos como o de Viracopos, em Campinas. A entidade defende que sejam realizados investimentos consistentes na unidade paranaense, com vistas a permitir o pouso e decolagem de cargueiros maiores e que fariam menos escalas. A Infraero não informou qual é a capacidade efetiva do terminal do Afonso Pena, alegando que se trata de um cálculo técnico.

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