A retomada dos caminhões será mais difícil

"Os estoques ainda estão elevados e as empresas terão de renovar os acordos trabalhistas para se adequar à demanda", disse Butori, presidente do Sindipeças

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Sem perspectiva de renovar contratos nas exportações e com uma retomada lenta do mercado brasileiro, o setor de caminhões deverá ter uma recuperação mais difícil neste ano, segundo previsão do presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Paulo Butori. “Os estoques ainda estão elevados e as empresas terão de renovar os acordos trabalhistas para se adequar à demanda”, disse Butori.

O segmento de veículos pesados, que depende muito da atividade econômica do País para ter uma expansão sustentável, ainda aguarda com expectativa a retomada dos negócios. “Este ano não será igual a 2008, que foi um ano fabuloso. Os números serão bem menores, igual ao ano de 2007, quando foram vendidos 98 mil. caminhões no País”, prevê Eriodes Battistella, presidente da Associação Brasileira dos Concessionários Scania (Assobrasc).

Para este mês as revendas Scania – composta de 101 pontos de atendimento – já têm pedidos fechados para 500 caminhões, segundo Battistella. “É um número bom se comparado com a situação atual do País, mas é inferior a fevereiro”, comentou o presidente da Assobrasc.

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