China se prepara para ser líder em carros híbridos e elétricos

O objetivo, irradiado do topo do governo chinês, sugere que as Três Grandes de Detroit - General Motors, Chrysler e Ford Motor- que já lutam para se manterem vivas, vão enfrentar concorrência estrangeira ainda mais dura no próximo campo da tecnologia automotiva

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Os líderes chineses adotaram um plano que tem como objetivo transformar o país em um dos produtores líderes de veículos híbridos e totalmente elétricos dentro de três anos.Na Tianjin-Qingyuan Vehicle Company, os trabalhadores montam blocos de baterias recarregáveis.

O objetivo, irradiado do topo do governo chinês, sugere que as Três Grandes de Detroit – General Motors, Chrysler e Ford Motor- que já lutam para se manterem vivas, vão enfrentar concorrência estrangeira ainda mais dura no próximo campo da tecnologia automotiva do que enfrentam atualmente.

Até certo ponto, o governo chinês está fazendo do endividamento uma virtude. A China está atrás dos Estados Unidos, Japão e outros países no que diz respeito a fabricar veículos movidos a gás, mas ao se esquivar de participar da tecnologia atual, a China espera dar um salto rumo à próxima.

Dependência do petróleo – O Japão é o atualmente líder de mercado em híbridos que funcionam tanto com eletricidade quanto com gasolina, com carros como o Toyota Prius e o Honda Insight. Os Estados Unidos estão atrasado em relação aos veículos alternativos. O Chevrolet Volt “plug-in” híbrido da GM está programado para começar a ser vendido no ano que vem, e será montado em Michigan usando baterias recarregáveis importadas da LG na Coréia do Sul.A intenção da China, além de criar uma indústria líder mundial que vai produzir empregos e exportações, é reduzir a poluição urbana e diminuir sua dependência em relação ao petróleo, que vem do Oriente Médio e viaja em rotas marítimas controladas pela marinha americana.

Mas os veículos elétricos podem fazer pouco para limpar o céu do país, escurecido pela fumaça, ou conter suas emissões de gases do efeito estufa, que crescem rapidamente. A China obtém três quartos da sua eletricidade a partir do carvão, que produz mais fuligem e mais gases de efeito estufa que outros combustíveis.

Um relatório da McKinsey & Company no ultimo outono (setembro-dezembro) estimava que substituir um carro movido a gasolina por um carro elétrico de tamanho similar na China reduziria as emissões de gases de efeito estufa em somente 19%. Isso reduziria a poluição urbana, contudo, ao mudar a fonte de fumaça dos canos de escapamento para as centrais elétricas, que se localizam, com frequência, fora das cidades.

Infraestrutura – Além da produção, subsídios de até US$ 8.800 estão sendo oferecidos a frotas de táxi e agências do governo local em 13 cidades chinesas para cada veículo híbrido ou totalmente elétrico que comprarem. Foi ordenado à rede elétrica estadual que monte estações para a recarga dos carros em Pequim, Xangai e Tianjin.

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