Copa do Mundo vai acelerar execução de obras, diz ministro

A planilha de gastos com as obras, no entanto, só poderá ser elaborada com exatidão a partir de março de 2009, depois que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciar as 12 cidades brasileiras que sediarão os jogos. Dezoito cidades concorrem

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O ministro do Turismo, Luiz Barretto, afirmou que a Copa do Mundo de Futebol em 2014 vai acelerar a execução de obras importantes para o País, principalmente as de mobilidade urbana. “As obras de infra-estrutura nas cidades são um legado inquestionável”, disse o ministro, que participou hoje, na Câmara, da abertura do 10º Congresso Brasileiro da Atividade Turística (Cbratur).

A planilha de gastos com as obras, no entanto, só poderá ser elaborada com exatidão a partir de março de 2009, depois que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciar as 12 cidades brasileiras que sediarão os jogos. Dezoito cidades concorrem.

Barretto lembrou que, após a definição das cidades-sede, o governo federal lançará uma linha especial do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para garantir as obras nessa área e também em outras, como a de saneamento e o setor de portos e aeroportos.

Ainda segundo o ministro, o governo firmou acordo com a Fundação Getúlio Vargas para a elaboração anual, até 2014, de um diagnóstico dos problemas de 65 cidades que são destaque para o turismo, com ênfase nas 12 que sediarão os jogos. A partir desse diagnóstico, será possível direcionar investimentos. Barretto afirmou, no entanto, que o sucesso da empreitada dependerá de uma parceria com a iniciativa privada. Ao governo, disse, cabe cuidar da infra-estrutura. Já os investimentos em estádios e gastos com seleções ficarão por conta da Fifa e dos clubes de futebol.

Setor aéreo

No evento, a presidente da Empresa Estadual de Turismo do Estado do Amazonas (Amazonastur), Oreni Braga, cobrou investimentos na integração aérea do País. “Como a logística aérea vai se comportar em uma Copa do Mundo? Como acomodar o turista que precisa se deslocar com velocidade para assistir aos jogos?”, questionou, lembrando as deficiências do setor aéreo brasileiro.

O presidente da Frente Parlamentar de Turismo, deputado Alex Canziani (PTB-PR), informou que os parlamentares estão empenhados no desenvolvimento do turismo no Brasil. Como exemplo, ele lembrou que a proposta orçamentária de 2008 previa R$ 539 milhões para o Ministério do Turismo, mas os parlamentares conseguiram aprovar R$ 2,6 bilhões. Desse valor, disse, mais de R$ 2 bilhões foram direcionados a investimentos.

Oportunidade

Na opinião do ministro do Esporte, Orlando Silva, que também participou da abertura do Cbratur, a Copa é uma oportunidade única de promover o Brasil, uma vez que o evento será transmitido para todo o mundo. “Devemos aproveitar a oportunidade e difundir o que há de melhor no País, que possui estabilidade política e econômica”, disse.

Orlando Silva disse estar confiante de que o Brasil promoverá um evento de sucesso, mas lembrou que as cidades escolhidas para os jogos deverão apresentar à Fifa um contrato de responsabilidade. Quem não entregar esse contrato poderá ser excluído do evento.

O presidente da Comissão de Turismo e Desporto, deputado Albano Franco (PSDB-SE), afirmou que vencer a Copa fora de campo é um desafio maior do que vencer a competição. Ele disse que o sucesso dependerá de todos os brasileiros, e o Congresso Nacional terá participação ativa nos preparativos.

O Cbratur está sendo promovido pela Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, em conjunto com as seguintes entidades: Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, frentes parlamentares do Turismo e do Esporte, Confederação Nacional do Comércio (CNC), Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O Cbratur também tem o apoio dos ministérios do Esporte e do Turismo. O evento reúne parlamentares, empresários, gestores públicos e profissionais ligados ao turismo e ao esporte. O encerramento está previsto para as 18 horas.

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